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viernes, 8 de mayo de 2015

Azul e verde

- Não conheço os países nórdicos (é declaradamente um projeto), porém não posso deixar de ficar fascinada pelo que dos nórdicos se sabe: a riqueza que geram e como a administram, o respeito que parecem prestar à Natureza, a estética que conquista meio mundo (sim, IKEA e H&M também), ...
- Nunca votei em Cavaco Silva, mas reconheço que a ele (certamente através de um assessor mais arejado) muito se deve o impulso dado ao assunto Mar: colocou-o na agenda e nos discursos desde que chegou a Belém, percebendo a tendência e a oportunidade.
Desde aí não há órgão de comunicação que não faça "especiais" sobre a economia ligada ao mar e gente motivada para o pôr a render.


Por tudo isto tenho acompanhado com interesse a visita presidencial à Noruega, país que deve ao mar 45% do seu PIB!
Acresce que ser o terceiro maior exportador de hidrocarbonetos não impediu a Noruega de dar cartas também no campo das renováveis!
A Noruega tem também políticos que dizem colocar a ciência no topo das prioridades, porque sem ela a Natureza rende menos.

Se um norueguês olhar para o mapa de Portugal e reparar no enorme vizinho que temos a Oeste e a Sul deve ter vontade de rir quando escuta portugueses a dizer que Portugal é pobrezinho por falta de recursos naturais!
Ao que parece estamos a mudar: a economia verde já fatura e a azul também está bem encaminhada!

Eu acredito que é justamente o mar que nos poderá impedir de naufragar.
Eu mudava as cores da bandeira portuguesa!
Eu mudava as cores da bandeira portuguesa!


jueves, 30 de enero de 2014

Moralizar no século XXI

Se eu escrevesse as minhas memórias (que é mais ou menos o que estou a fazer), poderia recorrer à lamentável expressão "no meu tempo" e lembrar que, surpreendentemente, "no meu tempo":

- Versalles recusou "A Noiva" (candelabro gigante feito com tampões, que pode ser agora apreciado no Museu de Arte Contemporânea de Elvas) de Joana Vasconcelos na mega exposição que lhe dedicou!

- o parlamento sueco retirou da sua sala de jantar uma pintura barroca, do século XVII, onde figuravam seios!

- a imprensa portuguesa questionou o tamanho da saia da assessora de Cavaco!

- advogados "invejosos" fizeram queixas à Ordem dos Advogados de um vídeo feito por uma firma de advogadas, que não escondiam serem giras e eficientes ao ponto de ganhar para se vestirem com peças caras e de bom gosto (o que é discutível, mas não condenável)!
(E ao que consta, são mesmo eficientes! Também consta que o vídeo chamou a atenção de magnatas angolanos! Oh, que chatice! Vão roubar potenciais clientes chorudos às firmas mais "cinzentonas"! Go girls!)

- a sociedade lembrou-se agora de transformar os estudantes universitários em monstros, capazes de humilhar os seus semelhantes, sacudindo a culpa que realmente tem ao não preparar em casa, que é onde a Educação deve legislar, as crianças e os jovens para dizer NÂO, sem medo de retaliações sociais, para defender os que são mais fracos e que por isso não conseguem vocalizar esse Não, e, sobretudo, para distinguir o que é certo do que é errado.
Se a "praxe" está ao serviço da estupidez (como parece estar em vários casos), acabar com a praxe acaba com a estupidez? Que fácil seria a solução...
Pela minha experiência, que foi positiva, argumento a favor da praxe, que se ela serve de alibi para a estupidez, também serve de alibi para vencer a timidez, para o engate, para a paródia de todos os envolvidos... Tudo isto (estupidez incluída) pode acontecer com ou sem praxe.

Ainda não se sabe ao certo o que sucedeu no Meco (até pode ter sido só um lamentável acidente do mesmo calibre dos que vitimizam os curiosos "aventureiros" que gostam de ver as ondas mais de perto, sentir na cara a lama dos carros de rali e afins), mas a sapiente opinião pública já encontrou culpados, a mesma que não duvida da culpa dos pais da Maddie e dos pais do menino da Madeira!
Para quê Justiça, quando temos civis com tão elevadas capacidades, eivados de espírito de cruzada, prontinhos a moralizar os menos atentos, ingénuos, que como eu admitem a inocência destes "óbvios culpados"? Como ousamos relegar para a PJ a tarefa de investigar a verdade?

E COERÊNCIA? Essa virtude raríssima (inantingível, arrisco-me a rotular), já que muitos/alguns dos que não hesitam em "fazer justiça" na praça pública são os mesmos que optam pelo adjetivo "paneleiro" ou "preto", em vez do nome próprio, quando se referem, respetivamente, a um determinado homossexual, ou pessoa de raça negra, entre outras façanhas de equiparável potencial humilhatório, seja com a capa humorística ou não!

jueves, 27 de diciembre de 2012

O tal de 2013

Tantas são as vezes que aqui venho, que já me acontece ter que pensar (uns segundos) para me lembrar da senha de acesso, Eu, que já falhei o "Bom Natal", Eu, que falho bem mais do que acerto e ainda assim tenho a lata da fazer balanços positivos (quer em zoom in, quer em zoom out), disto que é a Vida, aproveito para informar a TODOS (9486 a dividir por x pessoas, rezam as estatísticas - nunca saberei o valor de x) os que passam por aqui, que 2013 será um ano "em bom" e o facto de eu ter nascido a 13 tem só um bocadinho a ver com isso... O resto terá sempre que ver com a perspectiva e eu desejo que se coloquem a jeito ;)

jueves, 11 de octubre de 2012

Joana de Portugal

Consta-se que todas as princesas e rainhas Joanas da cristandade homenageavam Joana D'Arc. No entanto, quantas foram guerreiras?
Pelo menos uma, Joana de Portugal, casada com Enrique IV, de Espanha. Trocava os brocados e as rendas (importados da, na época, mais luxuosa e moderna corte portuguesa) com que limitava, generosamente, o decote, que paralisava os gulosos olhares castelhanos, pela armadura para lutar ao lado do rei contra os mouros que ainda sobravam na península.
À cobiçada rainha, linda, segundo as escrituras, a História não terá feito justiça, mas Marsílio Cassotti, autor de "A Rainha Adúltera. Joana de Portugal e o enigma da Excelente Senhora", reescreveu-a, com esse objectivo.
A mulher que criou a mais influente rainha espanhola - Isabel, a Católica, cuja vida, retratada em série, está a deixar, semanalmente, três milhões de espanhóis colados à televisão - por opção, já que a queria perto de si, de modo a evitar que casasse com Fernando de Aragão (com quem casou mesmo), comprometendo os planos portugueses (do mano Afonso V) de anexar Castela. Isabel muito terá aprendido com a culta, astuta e sedutora Joana de Portugal...
O mais singular legado de Joana terá sido, como tenta provar Marsílio, o facto de ter sido a primeira mulher do mundo inseminada artificialmente. A filha, Joana (a Excelente Senhora), que a História apelidou de bastarda e de Beltraneja (atribuída a uma relação adúltera com Beltrán de la Cueva), era, de acordo com as provas apresentadas por Marsilio, do rei Enrique, que se declarou impotente, mas não era estéril.
A ginecologia estava já bastante avançada porque assim convinha aos interesses de sucessão da realeza. E, no caso, serviu os de Castela, garantindo por inseminação artificial sucessora a Enrique. Como o que estava em jogo era o poder: difamaram a rainha para impedir que a princesa (também Joana) herdasse a coroa do pai.
Tudo seria inevitavelmente diferente se Isabel não chegasse a rainha, se Afonso V casasse com a sobrinha, para anexar Castela.Talvez não nos tivéssemos virado para o mar...

Ah! Sim, a rainha foi adúltera (por amor), mas bem depois de ter tido Joana. Nos sete primeiros anos de casamento não engravidou, nem do marido impotente, nem de nenhum outro: na época, não havia contraceptivos! Logo...
Joana tinha os traços germânicos de Enrique, contrastando com os latinos da mãe.
Isto parece fofoca histórica, mas é bem mais do que isso: é a ciência e o jogo político ao serviço do poder, na mesma família, a ibérica (casavam uns com os outros, para consumar a desejada união ibérica).

PS: Reapaixonei-me pela História!

miércoles, 27 de julio de 2011

lunes, 30 de mayo de 2011

Alemanha, a inspiradora!

A Alemanha anunciou que vai prescindir da energia nuclear atómica a partir de 2022, o que, por outras palavras, significa que vai arranjar maneira de substituir a potência dos 17 reactores que vai desactivar! Que é como quem diz, investir em alternativas... em 10 anos!
É que a Alemanha, país bem menos soalheiro do que Portugal, começou mais cedo e com mais pujança a investir na energia solar (por exemplo)! O sol pode ser mais tímido por lá, mas aquece-lhes as casinhas, em vez do recurso à energia eléctrica!
E quem diz solar, diz várias outras alternativas!
Se eles conseguem e eu acredito que conseguirão...
Bem sei, que nisto acelerámos o passo nos últimos anos! Ainda bem, mas podemos e devemos ambicionar mais, que não nos falta sol, vento, mar, florestas a precisarem de serem limpas, a bem delas e da biomassa como fonte de energia...

jueves, 28 de abril de 2011

A poesia está na rua!


Ah pois está: e se "não há machado que corte a raíz ao pensamento", há serrote que prive um país de acesso à Internet!

Assim foi na Geórgia, onde uma senhora, que diz jamais ter ouvido falar da web, está a ser processada por ter cortado um cabo de fibra óptica...
Frágil o império webiano!

lunes, 28 de junio de 2010

China?

Afixaram a foto de um jovem no quadro da cantina da fábrica de aviões. Ela apreciou-o como todos e se no princípio não gostou que a acasalassem com ele, só porque a sua beleza condizia com a dele, de tanto olhar aquela foto começou a interiorizar a ideia. Especulava sobre quem seria e como seria e como seriam os dois...
Um dia foram todos chamados à cantina e um superior explicou-lhes que o rapaz da foto tinha vinte e poucos anos, pilotava aviões e perdeu a vida em serviço porque uma das peças falhara. Uma das peças que saíra daquela fábrica de aviões, porque alguém falhara... "Pensem nisso", ter-lhes-á dito o chefe!

Esta é uma das histórias que o filme - documentário 24 City conta. O realizador Jia Zhang Ke entrevistou antigos empregados de uma ex-fábrica de aviões chinesa, bem como alguns descendentes de antigos empregados, para nos mostrar um bocadinho da antiga China da segunda metade do século XX e da actual China. O filme é construído a partir das suas respostas. Um filme que nos deixa cheio de perguntas e com a suspeita de que a China está mais perto do que parece.

jueves, 17 de junio de 2010

Dignidade garantida, que a dignidade não é coisa mínima

A minha avó criou os filhos dela, os sobrinhos dela e os netos dela, nos mesmos anos em que trabalhou muito no campo e em casa. Antes disso tudo ajudou a mãe a vender peixe na Ribeira e trabalhou numa fábrica. Nunca fez descontos por conta própria, porque não podia, nem por conta de outrem, porque o patrão meteu ao bolso o dinheiro que supostamente seria para o Estado previdente do país salazarento, sonolento e desatento.

A minha avó, que durante anos contribuiu para um país melhor, não teve direito a reforma, nem a rendimento mínimo, até à morte do meu avô. Depois herdou a parte da reforma dele, que lhe cabia por viuvez.

Pois que há muita gente que recebe reforma e reformas a mais, face ao que produziram e face ao que contribuíram, mas há muitos também a receber reforma e subsídios sociais a menos face ao que produziram.
As donas de casa e mães a tempo inteiro, cujos maridos ganham pouco mais que o salário mínimo... As avós e os avôs que não contribuíram, mas não sabiam. E os que a falta de saúde não permite laborar... Por todos eles se justificam os subsídios sociais e a melhor forma de os defender é pôr a claro os seus teres e haveres.

Se defendo que quem tem bom corpinho deve trabalhar em vez de relaxar as peles à custa do Estado inconsequente, também sou a favor de que se acautelem os direitos de quem andou demasiado ocupado a trabalhar e não teve engenho para os acautelar.

O Governo não me perguntou nada - incompreensivelmente nunca me pergunta nada, à excepção daquela pergunta retórica que de quatro em quatro anos, às vezes menos, me vai fazendo - mas discutia-se o tema no Fórum de hoje da TSF e precisei de escrever isto.

martes, 1 de junio de 2010

Goooolo!... do Telmo Martins

O que se faz quando se tem um filme para promover?
Aproveita-se a estadia das Selecção Nacional na Covilhã (que por acaso é a cidade que serve de cenário ao filme, em que também é personagem), oferece-se uma sessão para subtrair momentos de tédio aos jogadores e toca a pedir-lhes uma cunhazita! Grande jogada de marketing da equipa do Telmo Martins!


Jogadores bem cotados no mercado publicitário endossam simpaticamente o filme: apoiem o cinema português independente, vejam "Um funeral à chuva"!
O You Tube, o facebook, os bloggers e afins tratam do resto!

lunes, 29 de marzo de 2010

Lx Factory

Empurrei a porta, rodei a maçaneta e nada! Não cedia! O vidro era meio espelhado, daqueles que nos obrigam a esbugalhar os olhos para descobrir o que está do outro lado... Desta, como de outras vezes, corei assim que descobri que do outro lado havia mesmo gente, que sem qualquer esforço viam a minha figura!
Um cavalheiro resistiu à graça e veio em meu socorro. Perguntei-lhe se a cafetaria estava a funcionar, visto que me parecia uma reunião de staf... Não era e ele já não resistiu à troça. "Não sei, só vim abrir a porta", disse enquanto me piscava o olho. Percebi que havia gente a pedir ao balcão e entrei, agradecendo a "gentileza"...
Do outro lado do vidro não se via a escadaria que dava, aparentemente, para a zona de refeições. No piso térreo só havia duas mesas. Uma estava ocupada com o que julgara ser o staf e a outra passou a ser minha. Também não se ouvia do outro lado do vidro a voz aconchegante do Chico Buarque, com quem apetecia fazer coro.
As paredes eram pretas e altas. De uma delas sobressaiam utensílios de cozinha do IKEA, vermelhos e metalizados, numa lógica propositadamente caótica, desmascarada por um olhar mais atento.
A cafetaria estava alinhada com o lugar, provocava, pelo insólito, pela estética pensada, a combinar com o dress code dos clientes, que pareciam dizer: trabalhamos em empresas criativas, não andamos aqui pela indiferença e comunicámo-lo activamente.
Era assim o lugar, um parque de empresas voltadas para a criação, que se juntam mais ou menos aleatoriamente, ou talvez não, talvez por contágio... Mas não somos todos criativos, seja lá qual for o papel que desempenhamos? Pois, mas refiro-me aos convencionalmente criativos, o que até soa paradoxal.

Sentei-me. Faltava ainda uma hora para a minha reunião. Alinhavei a agenda, os papéis, pensei na nova semana que começara, organizei-a e organizei-me. Pensei que deveria fazer este exercício mais vezes. Senti-me pronta.
Não serviam à mesa. Pedi um café cheio ao balcão. Da coluna, ao lado da caixa registadora, cantava Caetano. "... eu aqui e ele lá..." O empregado colocou um pacote de açúcar no pires, enquanto esperava pelo cair do café. Eu ia dizer-lhe que tomava sem açúcar, mas reparei que era um pacote Nicola e não resisti à curiosidade. No pacote que me saiu lia-se "Um dia chove, no outro dia faz sol". Deleguei a sorte: deixei lá o pacote!

miércoles, 8 de julio de 2009

And the Nobel should go to...

Mark Pfeifle, antigo consultor de segurança nacional da administração de George W. Bush, disse que o Twitter deveria ganhar o prémio Nobel da Paz por ajudar a divulgar a contestação no Irão aos resultados das eleições presidenciais.
Ora aí está!
Eu tentei testar a utilidade do Twiter e, na altura, com maus resultados: pedi ajuda a propósito de um artigo que estava a escrever. Queria informações, possíveis fontes, opiniões. Niente! A minha rede de Twitter é reduzida, o que explica o insucesso!
Mas à medida que vou lendo sobre esta ferramenta convenço-me de que é um rápido e prático veículo de informação útil e inútil!

miércoles, 1 de julio de 2009

Joana Vasconcelos e a fórmula de Frida Kahlo

Vi-o no Eleven, feito candeeiro, imponente! Um coração de Viana, sobredimensionado, e onde centenas de talheres de plástico teciam o rendilhado encantador da filigrana. Portugal assim representado e representando a grandeza de uma arte em que somos mestres: a ourivesaria em filigrana. Chama-se "Coração independente" também numa alusão ao Fado e é feito com talheres, relacionando a peça com os restaurantes onde o Fado é cantado, de acordo com a explicação da autora, Joana Vasconcelos.
Este cruzamento de ideias agradou a alguém ao ponto de pagar 192 mil euros pela peça, num leilão da Christie's, realizado ontem.
Joana Vasconcelos elegeu a escala, como quem grita... Talvez seja mesmo preciso gritar para sobressair na multiplicidade de propostas artísticas...
A autora de "Cinderela", um sapato de tacão gigante feito só com tachos e testos, grita pela cultura e pelas tradições portuguesas e grita sobre o papel da mulher na sociedade. Frida Kahlo também fez das tradições mexicanas o fio condutor da sua obra e também elegeu a mulher, ainda que numa perspectiva de introespecção mais do que sociológica.
Frida colocava-se ao espelho enquanto Joana é a observadora externa. Mesmo nas suas obras, é muitas vezes o terceiro elemento. Na colcha de renda gigante, que vestiu uma torre do castelo de Santa Maria da Feira e depois pendeu da varanda da Ponte D Luis, no Porto, foi a coordenadora de muitas mãos de fada, especialistas em crochet.

O nome de Joana é dos mais internacionais das artes plásticas portuguesas... A fórmula de Joana é brilhante: passa a mensagem da estética e das tradições de um povo e convoca a discussão sobre a condição feminina.
Não há fórmulas certas. Se há traço que caracteriza a arte contemporânea é a total ausência de espartilhos (Frida percebeu-o bem), mas a fórmula de Joana parece-me potencialmente mais certa do que a de muitos outros: faz sentido criar sobre o que melhor conhecemos, faz sentido criar sobre o que melhor nos define, faz sentido diferenciar-nos à boleia disso... Ela faz tudo isso, tal como Frida o fez.

martes, 30 de junio de 2009

A volta ao mundo em.. menos de três horas!

Um pequeno recuerdo de Espanha, outro do Senegal, mais um de Marrocos e outro do Egipto, do Brasil, do Perú...
Fui à FIA! Levo muito a sério o "Va para fora cá dentro"...
Não dei a volta ao mundo, mas cheirei os couros do Norte de África, vi matrioskas russas, experimentei chinelinhos indianos, pulseiras, colares e brincos do Egipto,... e ainda tive tempo para cuscar o pavilhão reservado ao artesanato português, onde deixei mais uns euritos!
Faço esta viagem todos os anos, por esta altura!... Ir à FIA, experimentar um restaurante de comida estrangeira ou conhecer gente de outros países é quase tão bom como viajar de verdade e potencialmente mais acessível... Fico é com muito mais apetite de viajar de verdade!

martes, 30 de diciembre de 2008

O pai Natal dos blogues

No sapatinho do meu blogue estava este prémio...

"Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais,etc. que em suma demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as sua letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web.

Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu;
3. Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.
Recebi o prémio das 'mãos' da miamespia.

Entre os blogues que eu conheço, premeio sem ordem especial:
http://www.astateatro.blogspot.com/ e http://teatrubi.blogspot.com/ (gente muito criativa e empreendedora, que agita a Covilhã e daí espalha cultura em vários pedacinhos do resto do mundo)
http://www.brainstorm9.com.br/ (o melhor blogue de marketing e comunicação que eu conheço; super bem escrito; revela tendências, analisa, questiona, ...)
http://www.omeumundodigital.com/ (pelas mesmas razões que o anterior, mas na área de tecnologia)
http://defado.blogspot.com/ (é impressionante o que este catalão sabe e pesquisa sobre fado)
http://fashionisimablog.blogspot.com/ (é quase como sair só para ir ver montras!)
http://retratosasexta.blogspot.com/ (uma ideia simples, que não sei como ninguém se lembrou antes! genial!)
http://renovaramouraria.blogspot.com/ (um grupo de cidadãos junta-se para promover a reabilitação urbana, social e económica num bairro histórico e decadente de Lisboa)

Oito já estão... os restantes seguem em 2009...

viernes, 19 de diciembre de 2008

Raças?

Estive ontem na gala de encerramento do Ano Europeu do Diálogo Intercultural em representação da ASTA. Já que lá estive, acho que me fica bem pensar um bocadinho sobre o assunto: ser consequente. Retenho as palavras do José Eduardo Agualusa: "As raças não existem. São uma invenção nossa."
Tenho sorte porque desde sempre me atraíram as diferenças, o que é novo para mim ou desigual. É assim com a comida: saber que vou experimentar um coisa nova, de outro país, ou que acabei de inventar é já metade do prazer (talvez por isso tenha tanta dificuldade em seguir receitas e não me consiga aperfeiçoar na tradicional comida portuguesa, que também adoro!). É assim com os lugares e é assim com as pessoas. Tenho sorte de gostar de conhecer novas pessoas e de me atrairem as que vêm de outras regiões, de outros países, com costumes distintos, com outras formas de pensar e de estar... Tenho sorte porque me acrescentam sempre alguma coisa...
Acho que faz tão pouco sentido a rejeição de algumas mentes pequeninas aos imigrantes, que chego a ter vontade em dar-lhes a provar do próprio veneno, ou seja: em relação a essas pessoas fico eu muito pouco tolerante e apetece-me desatar à estalada quando ouço comentários menos simpáticos em que o sujeito é a palavra imigrante, como se a designação explicasse o defeito que lhes atribuem. É que até podem estar a falar de um criminoso de outra nacionalidade, mas o que ressalta é o facto de ser imigrante: a causa do delito! Claro que há muiiiitos imigrantes de má índole, como também há muiiiiiiiiitos portugueses em Portugal e espalhados pelo mundo também de má índole, mas, sinceramente, até acredito que os que viajam, os que emigram, melhoram com o contágio das diferenças que vão absorvendo.
Aqui há uns tempos o embaixador de Espanha em Portugal, Alberto Navarro, dizia que gostaria de ver o Erasmus esticado ao universo profissional porque de cada vez que alguém passa um ano fora do país de origem melhora como pessoa e melhora o país que o acolhe. Apesar de não ter nunca passado mais do que dois meses fora do meu país de origem e me sentir mais pobrezinha de espírito por isso, estou completamente de acordo com o Agualusa.

Bom Natal!

viernes, 31 de octubre de 2008

They Find!


Um hotel flutuante, botões instantâneos para jeans, um anexo desdobrável, um sofá de papel... ideias que funcionam, negócios que prosperam... Tudo condensado num site português (http://www.wefind.pt/) que pesquisa tendências no mundo inteiro... Uma ideia de alguém que percebeu que os media nacionais têm vistas curtas!

Eu agradeço e algo me diz que os empresários portugueses também vão agradecer!!