Fui-te fiel durante anos...
Não voltei a ser fiel assim.
Não me lembro quando te deixei, nem do nome do teu substituto...
Nem mais me lembrei de ti,.. até ontem.
Culpo Bordeaux!
E as Cabernet Sauvignon que perfumam a margem esquerda do Gironde.
*YSL
martes, 31 de marzo de 2015
jueves, 12 de marzo de 2015
O Elogio da Contenção
Não
foi a Vida, foi a Arte que me mostrou que do que eu mais gosto nos outros é da
Contenção. Percebi esse padrão em quase todas as personagens de Colin Firth, ou
no melhor mordomo inglês de sempre (Anthony Hopkins,
em The Remains of the Day). É raro não me comover com a contenção e perante a
arte autorizo-me mais facilmente a não conter a emoção.
viernes, 20 de febrero de 2015
martes, 10 de febrero de 2015
Requiem pela Parnaso
As distinções atribuídas em Lausanne a dois estudantes da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa guiaram-me até uma informação menos feliz...
A minha escola de ballet, a Parnaso, já não existe.
Vai resistir na memória dos alunos que a frequentaram: as aulas teatralmente austeras, mas quase sempre bem humoradas do César, que de vez em quando despia a personagem, distração fatal perante uma turma de potenciais indisciplinados!
Deve ter sido nas aulas do César que vi pela primeira vez um piano a três dimensões. Era o som do piano que, por vezes, nos ditava o ritmo do "plié", do "frappé", do "battement", do "jeté", do "adagio"... Outras vezes, quando faltava o pianista, era mesmo a toque de cassete que dançavamos!
Também foi na Parnaso que tive as primeiras aulas de música, dadas por Fernando Corrêa de Oliveira, o senhor de poucas palavras, com um ar levemente sinistro, de cuja genialidade só me apercebi muito mais tarde!
Foi dele o sonho "Parnaso": a escola de música, ballet e teatro fundada em 1957. Na altura em que a frequentei, penso que já não havia teatro e a música era apenas complementar ao ballet.
A minha escola de ballet, a Parnaso, já não existe.
Vai resistir na memória dos alunos que a frequentaram: as aulas teatralmente austeras, mas quase sempre bem humoradas do César, que de vez em quando despia a personagem, distração fatal perante uma turma de potenciais indisciplinados!
Deve ter sido nas aulas do César que vi pela primeira vez um piano a três dimensões. Era o som do piano que, por vezes, nos ditava o ritmo do "plié", do "frappé", do "battement", do "jeté", do "adagio"... Outras vezes, quando faltava o pianista, era mesmo a toque de cassete que dançavamos!
Também foi na Parnaso que tive as primeiras aulas de música, dadas por Fernando Corrêa de Oliveira, o senhor de poucas palavras, com um ar levemente sinistro, de cuja genialidade só me apercebi muito mais tarde!
Foi dele o sonho "Parnaso": a escola de música, ballet e teatro fundada em 1957. Na altura em que a frequentei, penso que já não havia teatro e a música era apenas complementar ao ballet.
miércoles, 28 de enero de 2015
Miep Gies-Santrouschitz, Jo Kleiman, Victor Kugler e Bep Voskuijl*
A Anabela Mota Ribeiro faz o tipo de jornalismo que aprecio: boas histórias, nem sempre óbvias, bem escritas e ligeiramente egotistas. (Se o ego do jornalista for omitido, perde-se a alma da escrita, pelo menos nos géneros reportagem e entrevista. É controverso, eu sei, e está longe do que se ensina nas escolas, mas é assim que eu gosto).
Esta visita à Anne Frank Huis é disso um bom exemplo, sem nunca trair o essencial: a consciência do que foi o Holocausto. Voltarei a esta casa, que conheci pela leitura do diário, na adolescência, que reconheci e estranhei, quando a pisei, já adulta, e onde quero voltar com a minha filha.
*Os nomes dos que ajudaram a família de Anne enquanto "mergulharam" no esconderijo. Desses também reza a História.
Esta visita à Anne Frank Huis é disso um bom exemplo, sem nunca trair o essencial: a consciência do que foi o Holocausto. Voltarei a esta casa, que conheci pela leitura do diário, na adolescência, que reconheci e estranhei, quando a pisei, já adulta, e onde quero voltar com a minha filha.
*Os nomes dos que ajudaram a família de Anne enquanto "mergulharam" no esconderijo. Desses também reza a História.
viernes, 9 de enero de 2015
Um conselho grego
"Não olhes para trás!
Numa estação de comboios, olhar para trás é como fazer uma promessa."
Há filmes que são um convite à viagem, neste caso a Istambul... Estou a falar de viagem e não de turismo...
É o caso do fantástico Politiki_Kouzina (distribuído em Portugal com o nome "Um toque de canela"), onde até os efeitos especiais são poéticos...
Numa estação de comboios, olhar para trás é como fazer uma promessa."
Há filmes que são um convite à viagem, neste caso a Istambul... Estou a falar de viagem e não de turismo...
É o caso do fantástico Politiki_Kouzina (distribuído em Portugal com o nome "Um toque de canela"), onde até os efeitos especiais são poéticos...
jueves, 30 de octubre de 2014
Desci o Elevador da Glória
Eles olhavam encantados para o casario, para as galerias de arte urbana instaladas à frente dos muros que amparam o jardim do miradouro de São Pedro de Alcântara.
Eu, provavelmente a única portuguesa a bordo, encantei-me com o olhar deles.
Saímos, seduzidos pelo cheiro a castanhas assadas, estrategicamente ali estacionadas!
Sucumbi-lhes, indiferente aos vinte e tal graus que o termómetro acusaria!
(Quase compensou a desilusão de ter entrado numa das mais bonitas padarias de Lisboa, a Panificação de São Roque, no Príncipe Real, e ver um expositor contemporâneo e sem graça a tapar os centenários painéis de azulejos! Salva-se o pão de centeio, que estava bom!)
Eu, provavelmente a única portuguesa a bordo, encantei-me com o olhar deles.
Saímos, seduzidos pelo cheiro a castanhas assadas, estrategicamente ali estacionadas!
Sucumbi-lhes, indiferente aos vinte e tal graus que o termómetro acusaria!
(Quase compensou a desilusão de ter entrado numa das mais bonitas padarias de Lisboa, a Panificação de São Roque, no Príncipe Real, e ver um expositor contemporâneo e sem graça a tapar os centenários painéis de azulejos! Salva-se o pão de centeio, que estava bom!)
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