martes, 12 de noviembre de 2013

Sobre o Tempo

Sobre o "About Time", a primeira coisa que me ocorre é que deveria ter o alto patrocínio da Renova!
O tal do Richard Curtis já tinha provado antes que sabia como impulsionar o consumo de lenços!
No registo comédias românticas, eu prefiro a pronúncia britânica! Esta cumpriu.

Se mudaria alguma coisa no meu passado? (A pergunta existencialista que o filme coloca)
Claro. Tantas.
A boa notícia é que o futuro me interessa mais ainda que o passado.


viernes, 4 de octubre de 2013

Rio volta a vencer no Porto!

Eu podia alegar que me tornei numa pessoa ponderada que procura analisar as coisas a frio (gelado) e que por isso só agora comento as autárquicas, mas na realidade este post foi mentalmente escrito no domingo, assim que a SIC avançou com o "Rui Moreira vence no Porto!", e ainda está por inventar a tal máquina de transformar o pensamento em escrita...
Parecia que o meu F.C. Porto tinha voltado a vencer a Champions! Não contive um grito de alegria!
Duvidei do bom senso do povo! Afinal, se os juízes não foram capazes de o demonstrar...
Mas os portuenses (e os lisboetas também) fizeram a justiça nas urnas! Orgulho!

Não tenho ainda uma opinião formada sobre o Rui Moreira: há qualquer coisa ali de vira-casacas, não sinto convicção... mas pelo menos as promessas eram as mais sensatas! 
E qualquer coisa era melhor do que Meneses!

Fiquei também bem impressionada com o discurso do candidato socialista: oportuno e astuto este Pizarro! Provavelmente teria chegado mais longe, se tivesse havido uma maior cobertura mediática nestas eleições e debates frente-a-frente!


martes, 17 de septiembre de 2013

Subversivo, à maneira de Gandhi ou Luther King

O mérito é do Rodrigo Leão. Foi por saber que ia ler o nome dele na tela e envaidecer-me com a música dele, que escolhi ver "O Mordomo".
Orgulho Luso!
Não sabia sobre o que tratava o filme, mas passa a estar na lista de filmes que um dia quero rever com a minha filha como mote para conversar sobre ser humano, sobre o descabido que é o racismo.
A vergonha tem memória fraca e este filme refresca-a.

Josefinas!






Suspeito que há qualquer coisa de passado mal resolvido em quase todas as ex-bailarinas. Ali, algures, ficaram suspensas pelas pontas a que aspiraram ou que efectivamente um dia as elevaram.

A Saint Laurent compreendeu isso muito bem e vende-nos a sabrina como esse perpetuar do sonho de bailarina.

Poderia ser paradoxal, mas não é: o mais raso dos sapatos, transporta potencialmente a mais feminina elegância, como que a evidenciar que a elegância autêntica dispensa moletas ou efeitos visuais!

Há uns tempos, a vaguear pelo site da Repetto, questionava-me como não havia ainda uma marca portuguesa de sabrinas. Fiquei muito feliz ao perceber que alguém se chegou à frente. Adorei o conceito, o nome, ...

viernes, 23 de agosto de 2013

Sem nome

Há dois kitesurfers a brincar na foz do Lima, que aprecio inesperadamente, com uma lentidão que não me permitiria se tudo tivesse corrido bem.

Há também uma gaivota farejadeira que visita o parapeito da janela que me calhou.
Penso, para me abstrair, se se concretizará a “Cidade Naútica”, sobre a qual ainda há dias escrevia.
Penso, sem querer, que há palavras que agora me pesam mais. Penso que há sonhos que temo repetir e medos novos para domar...

E penso em como tudo talvez se resuma a uma marca de água num desejável futuro.

martes, 23 de julio de 2013

Ficção demasiado fictícia

Gostar de cinema, ter saudades de cinema e ficar circunscrita ao cartaz do Almada Fórum (o mais próximo da baby sitter) obriga a eleger o WWZ, quando o que se queria ver era o "Antes da Meia Noite".

Filme mais ou menos. O mais é o Brad Pitt, que segura o filme, e a sequência inicial, uma espécie de volta ao mundo apocalíptica, que nos dá pistas para uma provável terceira guerra mundial. O mau é quase tudo o resto: o realizador permite-nos ser detectives e facilita-nos demasiado a tarefa de chegar à conclusão a que chegou o Brad Pitt, mas antes dele; acresce que a metáfora doz zombies está gasta.

Tendo a dar razão ao Pedro Mexia quando diz que a ficção para TV está a evoluir melhor do que a ficção para cinema.

lunes, 22 de julio de 2013

Então?

Não, Cavaco! Erraste! (Nada a que já não nos tenhas habituado!)
Eu também gosto da poesia inerente ao "é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma!", mas o timing falhou!
Este era o timing certo para convocar eleições! Este era o timing certo para derrubar de uma assentada três maus líderes: Passos (o teimoso obtuso), Seguro (o inseguro indefinido) e Portas (o inteligente perigosíssimo)!
Este era o timing certo para o PSD empossar Rui Rio - alguém com norte, caráter e bom senso!
O melhor seria, Cavaco, que te dedicasses apenas a anilhar cagarras!

Claro que os mercados iriam despencar, a Merkl iria surtar, a troika far-nos-ia um ultimato (coisa que costuma correr-nos mal), mas concluiriam que seria um mal menor, que depois da tempestade viria a bonança...