martes, 17 de septiembre de 2013

Josefinas!






Suspeito que há qualquer coisa de passado mal resolvido em quase todas as ex-bailarinas. Ali, algures, ficaram suspensas pelas pontas a que aspiraram ou que efectivamente um dia as elevaram.

A Saint Laurent compreendeu isso muito bem e vende-nos a sabrina como esse perpetuar do sonho de bailarina.

Poderia ser paradoxal, mas não é: o mais raso dos sapatos, transporta potencialmente a mais feminina elegância, como que a evidenciar que a elegância autêntica dispensa moletas ou efeitos visuais!

Há uns tempos, a vaguear pelo site da Repetto, questionava-me como não havia ainda uma marca portuguesa de sabrinas. Fiquei muito feliz ao perceber que alguém se chegou à frente. Adorei o conceito, o nome, ...

viernes, 23 de agosto de 2013

Sem nome

Há dois kitesurfers a brincar na foz do Lima, que aprecio inesperadamente, com uma lentidão que não me permitiria se tudo tivesse corrido bem.

Há também uma gaivota farejadeira que visita o parapeito da janela que me calhou.
Penso, para me abstrair, se se concretizará a “Cidade Naútica”, sobre a qual ainda há dias escrevia.
Penso, sem querer, que há palavras que agora me pesam mais. Penso que há sonhos que temo repetir e medos novos para domar...

E penso em como tudo talvez se resuma a uma marca de água num desejável futuro.

martes, 23 de julio de 2013

Ficção demasiado fictícia

Gostar de cinema, ter saudades de cinema e ficar circunscrita ao cartaz do Almada Fórum (o mais próximo da baby sitter) obriga a eleger o WWZ, quando o que se queria ver era o "Antes da Meia Noite".

Filme mais ou menos. O mais é o Brad Pitt, que segura o filme, e a sequência inicial, uma espécie de volta ao mundo apocalíptica, que nos dá pistas para uma provável terceira guerra mundial. O mau é quase tudo o resto: o realizador permite-nos ser detectives e facilita-nos demasiado a tarefa de chegar à conclusão a que chegou o Brad Pitt, mas antes dele; acresce que a metáfora doz zombies está gasta.

Tendo a dar razão ao Pedro Mexia quando diz que a ficção para TV está a evoluir melhor do que a ficção para cinema.

lunes, 22 de julio de 2013

Então?

Não, Cavaco! Erraste! (Nada a que já não nos tenhas habituado!)
Eu também gosto da poesia inerente ao "é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma!", mas o timing falhou!
Este era o timing certo para convocar eleições! Este era o timing certo para derrubar de uma assentada três maus líderes: Passos (o teimoso obtuso), Seguro (o inseguro indefinido) e Portas (o inteligente perigosíssimo)!
Este era o timing certo para o PSD empossar Rui Rio - alguém com norte, caráter e bom senso!
O melhor seria, Cavaco, que te dedicasses apenas a anilhar cagarras!

Claro que os mercados iriam despencar, a Merkl iria surtar, a troika far-nos-ia um ultimato (coisa que costuma correr-nos mal), mas concluiriam que seria um mal menor, que depois da tempestade viria a bonança...

Luxo!

Maia - Palácio da Bolsa (centro do Porto): menos de 20 minutos de carro, às 9 da manhã, de um dia de semana!
Bem sei que estamos no verão, mas ainda assim, é de aplaudir! E com obras na Baixa!

Almoço razoável num restaurante na Ribeira, numa esplanada com vista, sem filtros, para o Douro, a escutar as conversas das gaivotas: 9€!
Compreende-se por que razão visitar o Porto (Lisboa também) seja conselho recorrente em jornais e revistas de todo o mundo! E comece a ser muito falada como excelente cidade para instalar novos negócios!

Temos tanto para dar certo, Portugal!

jueves, 4 de julio de 2013

Rebobinar, desconfiar, ...

Penso vezes sem conta em como gostaria de ditar o que penso para um teclado autónomo o suficiente para dispensar as minhas ou outras mãos... Inviável, por agora.

E agora que tenho tempo para escrever, para intervir neste paleio, vítima de ausência prolongada, não me lembro de quase nenhum dos pensamentos que me pareciam merecedores de registo.

Eterna luta contra o que o tempo nos faz perder...

Ocorre-me que queria ter escrito sobre o Crivelli, o quadro privado que a imprensa portuguesa quis nacionalizar, escusando-se de investigar e contar a história como ela precisava de ser contada, porque a demagogia resulta mais fácil, vende mais, recruta mais simpatizantes... Comigo funciona precisamente ao contrário (para alguma coisa me havia de servir ser tão desconfiada - ofensivamente desconfiada, por vezes): se anda quase tudo a remar para o mesmo lado, desconfio, logo me apetece procurar argumentos para contrariar a tendência. "Por outro lado" é um dos meus pontos de partida preferidos. E, garante-me a experiência, é quase sempre uma viagem que compensa.

Sobre o Governo, quase tudo o que se lê, o que se escreve, o que penso, me parece ridículo!
Parafraseando o meu pai, só me ocorre que precisamos de trocar, em simultâneo, de Governo e de oposição!

Queria ter escrito sobre como me questiono todos os verões (uma vez chega para me desarmar) sobre o mar de pó em que se transformam os "parques de estacionamento" das praias vizinhas da Caparica! (Eleitores da margem sul, oxalá se lembrem disto nas próximas autárquicas!) -
Cada vez os tolero menos, cada vez tolero menos o tapete de toalhas que cobre as praias urbanas!
Viva o vento, que acautela o sossego nortenho!

Sinto-me cada vez menos jornalista e isso, estranhamente, inquieta-me menos: começo a aceitar-me noutra esfera, a de alguém que gosta de conhecer histórias e de as contar. Só.

A coerência dá um trabalho dos diabos e seduz-me menos do que outrora.

lunes, 6 de mayo de 2013

Agradecimento

... ao senhor do staf benfiquista que sublinhou o feito da defesa portista: uma época sem grandes penalidades contra o FCP!
Eu, por exemplo, não me tinha dado conta do mérito.

Quanto ao resto, a "vindima" ainda decorre...