Às vezes sentimos vergonha pelo que não se faz, pela falta de reconhecimento do país aos que elevam o seu nome. Como também acontece (muitas vezes) o contrário: "Momento marcante foi a sessão especial dedicada aos 70 anos de estreia do mítico “Aniki Bóbó” que serviu de pretexto para uma homenagem ao decano dos realizadores mundiais – Manoel de Oliveira – e da protagonista feminina, Fernanda Matos (a Teresinha) . Na altura (no passado dia 6) Manoel de Oliveira confessou: “Esta noite, para mim, foi como um sonho. É pena ter chegado um bocado tarde. Isto nem em Cannes”. Uma apoteótica recepção de um público muito jovem e uma impressionante cobertura mediática foram o merecido e sentido reconhecimento de um génio, pela sua cidade natal."
Fico feliz de saber que assim foi e gostava de lá ter estado!
lunes, 11 de marzo de 2013
"Necesitamos tu manera de querer"
Me encanta!
Caso ganhe o concurso para realizar os Jogos Olímpicos de 2020, Madrid precisará de muitos voluntários. O apelo é delicioso: "Necesitamos tu manera de querer"!
E que bem que me parece para Espanha (e para Portugal, indirectamente) esta candidatura, economicamente e socialmente.
Há que pensar a médio prazo: o desânimo não veio para ficar.
Caso ganhe o concurso para realizar os Jogos Olímpicos de 2020, Madrid precisará de muitos voluntários. O apelo é delicioso: "Necesitamos tu manera de querer"!
E que bem que me parece para Espanha (e para Portugal, indirectamente) esta candidatura, economicamente e socialmente.
Há que pensar a médio prazo: o desânimo não veio para ficar.
jueves, 7 de marzo de 2013
Maria Pia recebe Joana Vasconcelos
E também me recebeu a mim e a outros jornalistas, para mostrar um pouco da que será a maior exposição de Joana Vasconcelos em Portugal (maior do que a do CCB há uns anos).
O oportuno convite foi do, na altura, secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas (que admirava antes, admirei durante e depois).
A inspiração foi a hiper bem-sucedida mostra de Joana em Versalhes.
A nossa Maria Antonieta é a rainha Maria Pia, que "empresta" o seu palácio da Ajuda para acolher as cerca de 40 peças de Joana. Muitas delas inéditas para os portugueses, como o lilicoptère, que ainda não estava montado, e várias outras inéditas de todo, já que foram feitas para esta mostra: é o caso das peças bordalianas, trajadas de renda açoriana.
O par Marilyn, uma das peças mais conhecidas.
A polémica "noiva", que Versalhes censurou, também integra a exposição, a última na direção (louvavelmentee mais aberta do que a de Versalhes) da vibrante e entusiasmante Isabel Godinho, que está de saída do palácio.
Há uns anos colocava-se em Lisboa, a dicussão sobre a pertinência estética de um elevador modernaço para escalar a colina do castelo de São Jorge. Desconhecia o projeto e não posso opinar sobre ele, mas parece-me bem o diálogo entre passado e presente. Preservá-lo é determinante, mas imaculá-lo poder ser sinónimo de afastá-lo. O palácio reviverá com esta "ajuda", certamente...
Depois de Versalhes, esperam-se filas na bilheteira da Ajuda.
Eu voltarei para ver a exposição completa (a partir de 23 de março e até 25 de agosto)
e apreciar melhor o palácio, que desconhecia, na sua vertente mais intimista, apesar de ter estado na ala que recebeu uma interessantísssima exposição sobre a Rússia dos Czares (qualquer coisa assim).
De aplaudir também que o evento tenha zero custos para o Estado: a Everything is New (produtora do optimus Alive) assim o garante. Querendo ser um exemplo de produção privada neste tipo de iniciativas, é de lamentar, no entanto, a recusa em revelar os custos do mesmo.
Considero que seria mais inspirador tornar o processo mais transparente.
Fotos: minhas
martes, 5 de marzo de 2013
Thinking/sinking in the rain
É possível gostar de chuva
da que arrefece um dia quente
da que molha terra fértil,
libertando uma essência impossível de enfrascar
(pensava nisto, para me distrair do ar saturado, a bordo de um autocarro, num dia de chuva e pareceu-me que tão "eloquente" deriva não poderia ser exclusivo dos meus botões...)
da que arrefece um dia quente
da que molha terra fértil,
libertando uma essência impossível de enfrascar
(pensava nisto, para me distrair do ar saturado, a bordo de um autocarro, num dia de chuva e pareceu-me que tão "eloquente" deriva não poderia ser exclusivo dos meus botões...)
jueves, 28 de febrero de 2013
A Capa da Sancha, da Burel e da Storytailors
Adoro capas e adoro burel. Esta capa de burel é particularmente bonita e abriga um conceito e uma ideia que aplaudo.
"Eu não tenho medo."
"Eu não tenho medo."
martes, 26 de febrero de 2013
I would do it better!
Então e a APICER não se lembrou de slogan mais original do que "Portuguese Ceramic does it better!"
Contratem-me!
Contratem-me!
Descobrimentos encobertos
Só posso aplaudir a criação da “Descubriter – Rota Europeia dos Descobrimentos”, um projeto que une esforços do Algarve e da Andaluzia e que deverá estar concluído "até ao final de julho”.
A coisa envolve “um museu virtual dos Descobrimentos, jornadas sobre o papel dos portugueses e andaluzes nas expedições marítimas da época e passeios a bordo de réplicas de embarcações históricas”, etc.
Tudo óptimo, porém, o press release indica o seguinte, que a apresentação oficial do Descubriter decorreu a bordo da Nao Victoria, réplica do barco que no século XVI completou a primeira viagem de circumnavegação, sob o comando de Juan Elcano!!!!!!!!!!!!!!
Quanto a mim, dizer isto é dizer pouco, num projeto que se quer ibérico. Parece-me imperioso sublinhar que a primeira viagem de circumnavegação, foi uma expedição organizada por Fernão de Magalhães, que só não completou a viagem, porque terá, alegadamente, morrido/sido assinado nas Filipinas, a meio da viagem.
Não se trata de nacionalismo, trata-se de sublinhar o mérito de ambos, para não ferir a verdade.
PS: Senhores da comunicação do projeto, por favor, não se limitem a traduzir o press release espanhol, ok?!
(Já há alguns anos, num museu holandês, também se suprimia o mérito dos navegadores portugueses nos Descobrimentos, sublimando as conquistas espanholas (ok, que eles dominaram a Flandres durante algum tempo), mas a História merece maior respeito. Será que ninguém da embaixada lusa na Holanda visitou o Riksmuseum?)
A coisa envolve “um museu virtual dos Descobrimentos, jornadas sobre o papel dos portugueses e andaluzes nas expedições marítimas da época e passeios a bordo de réplicas de embarcações históricas”, etc.
Tudo óptimo, porém, o press release indica o seguinte, que a apresentação oficial do Descubriter decorreu a bordo da Nao Victoria, réplica do barco que no século XVI completou a primeira viagem de circumnavegação, sob o comando de Juan Elcano!!!!!!!!!!!!!!
Quanto a mim, dizer isto é dizer pouco, num projeto que se quer ibérico. Parece-me imperioso sublinhar que a primeira viagem de circumnavegação, foi uma expedição organizada por Fernão de Magalhães, que só não completou a viagem, porque terá, alegadamente, morrido/sido assinado nas Filipinas, a meio da viagem.
Não se trata de nacionalismo, trata-se de sublinhar o mérito de ambos, para não ferir a verdade.
PS: Senhores da comunicação do projeto, por favor, não se limitem a traduzir o press release espanhol, ok?!
(Já há alguns anos, num museu holandês, também se suprimia o mérito dos navegadores portugueses nos Descobrimentos, sublimando as conquistas espanholas (ok, que eles dominaram a Flandres durante algum tempo), mas a História merece maior respeito. Será que ninguém da embaixada lusa na Holanda visitou o Riksmuseum?)
Suscribirse a:
Entradas (Atom)