jueves, 31 de mayo de 2012
É contra a maré que se rema!*
Já se sabe: são difíceis estes tempos, mas também não conhecemos, nem conheceremos outros. Estes são difíceis. Há sempre alguém que não nos deixa esquecer disso, todos os dias. E também já se sabe, que tempos dificéis são o álibi mais que perfeito para espantar a ousadia, esquiva que é na natureza dos que se acham mais sensatos.
Haverá alguma coisa mais castrante do que a lucidez?
É tramado arrumar as asas, em vez de alar os sonhos. E quando digo tramado, quero dizer "tramante"!
*Assim aconselham os que ensinam a navegar! De proa feita para as ondas! Para alguma coisa ainda tem que servir, sermos um país de marinheiros!
lunes, 28 de mayo de 2012
Luanda
A conversa à hora de almoço girava sobre "e se pudesses escolher, onde estarias agora?"
Sem pensar, saíu: Luanda!
Até eu fiquei surpreendida com a minha resposta.
Não me mudaria para Luanda sem pestanejar, mas saíria de Lisboa agora, sem pestanejar. A cidade está ilibada de qualquer culpa. Sou mesmo eu que a quero abandonar.
A geografia desmente-me, mas eu acho que a meio caminho de uma e de outra está o Porto. O nosso.
Sem pensar, saíu: Luanda!
Até eu fiquei surpreendida com a minha resposta.
Não me mudaria para Luanda sem pestanejar, mas saíria de Lisboa agora, sem pestanejar. A cidade está ilibada de qualquer culpa. Sou mesmo eu que a quero abandonar.
A geografia desmente-me, mas eu acho que a meio caminho de uma e de outra está o Porto. O nosso.
martes, 8 de mayo de 2012
Isto vai acabar à paulada!
Não conheço suficientemente monsieur Hollande, mas parece-me bem correr com o timidamente (com pezinhos de lã) xenófobo monsieur Sarkosy!
Ainda assim, teme-se o pior, com os extremos a engrossarem fileiras, quer em França, quer na Grécia! E a culpa é da mediocridade dos representantes políticos do "centro".
Em França, estavam a ser expulsos cidadãos estrangeiros, sem registo criminal e com contrato de trabalho.
Mas que merda é esta do peso das nacionalidades!? Quando a nacionalidade restringe direitos de cidadania, em qualquer lugar do mundo, está, na realidade, a impôr o nacionalismo e a xenofobia!
Não pode ser por aí!
Se alguma coisa quero ensinar à minha filha é que o lugar onde nascemos é culturalmente importante, mas não corresponde a um valor hierárquico, não define o valor de um ser humano.
Mas quando gente que estudou na casa grande (para usar uma expressão do meu pai) não percebe o elementar que isto é, está o caldo entornado!
Ainda assim, teme-se o pior, com os extremos a engrossarem fileiras, quer em França, quer na Grécia! E a culpa é da mediocridade dos representantes políticos do "centro".
Em França, estavam a ser expulsos cidadãos estrangeiros, sem registo criminal e com contrato de trabalho.
Mas que merda é esta do peso das nacionalidades!? Quando a nacionalidade restringe direitos de cidadania, em qualquer lugar do mundo, está, na realidade, a impôr o nacionalismo e a xenofobia!
Não pode ser por aí!
Se alguma coisa quero ensinar à minha filha é que o lugar onde nascemos é culturalmente importante, mas não corresponde a um valor hierárquico, não define o valor de um ser humano.
Mas quando gente que estudou na casa grande (para usar uma expressão do meu pai) não percebe o elementar que isto é, está o caldo entornado!
miércoles, 2 de mayo de 2012
Mercedes, Leica e biberões
No biberão da minha filha diz ao lado do desenho de um bebé: "Quality made in Germany".!
Não diz apenas "made in Germany"!
Há muitos anos que o meu pai ambiciona comprar um Mercedes porque vê a marca como a melhor garantia de qualidade num automóvel!
Hoje li aqui, o que por cá já se sabia: as carismáticas máquinas fotográficas Leica são feitas em Famalicão.
Nós já sabíamos, mas o resto do mundo não sabe porque a máquina exibe o "made in Germany" ou "quality made in Germany"! O artigo frisa isso mesmo, começando por citar um funcionário que diz: "aqui tudo funciona de maneira diferente do que no resto de Portugal". Mais à frente o director assinala: "A máquina é feita em Portugal, mas vivemos a mentalidade alemã"!
Por isso é que eu concordo com o primeiro-ministro, quando sugeriu aos jovens que emigrassem: para abrir horizontes e ver como fazem os outros, quando fazem melhor!
É outra forma de contornar a injustiça que lamentava Martin Schulz, o alemão que preside ao Parlamento Europeu. Numa visita a Espanha, reuniu-se com um grupo de jovens espanhóis. Um artigo escrito por uma dessas jovens puxava para título:"Schulz envergonhou-se de que os seus filhos tenham mais possibilidades do que eu". Aqui
Foi disto que tratou Fernando Alves hoje.
Não diz apenas "made in Germany"!
Há muitos anos que o meu pai ambiciona comprar um Mercedes porque vê a marca como a melhor garantia de qualidade num automóvel!
Hoje li aqui, o que por cá já se sabia: as carismáticas máquinas fotográficas Leica são feitas em Famalicão.
Nós já sabíamos, mas o resto do mundo não sabe porque a máquina exibe o "made in Germany" ou "quality made in Germany"! O artigo frisa isso mesmo, começando por citar um funcionário que diz: "aqui tudo funciona de maneira diferente do que no resto de Portugal". Mais à frente o director assinala: "A máquina é feita em Portugal, mas vivemos a mentalidade alemã"!
Por isso é que eu concordo com o primeiro-ministro, quando sugeriu aos jovens que emigrassem: para abrir horizontes e ver como fazem os outros, quando fazem melhor!
É outra forma de contornar a injustiça que lamentava Martin Schulz, o alemão que preside ao Parlamento Europeu. Numa visita a Espanha, reuniu-se com um grupo de jovens espanhóis. Um artigo escrito por uma dessas jovens puxava para título:"Schulz envergonhou-se de que os seus filhos tenham mais possibilidades do que eu". Aqui
Foi disto que tratou Fernando Alves hoje.
miércoles, 22 de febrero de 2012
miércoles, 8 de febrero de 2012
Não, Sr. Ministro!
O que fazer com o feriado português que provavelmente mais receitas gera, conseguindo, em simultâneo, que muito boa gente descarregue a bilis usando o humor como disfarce para criticar o Governo?
É elminá-lo já.
Ora, eliminar o "feriado" do Carnaval não é um tiro no pé, é dar o peito às balas!
É elminá-lo já.
Ora, eliminar o "feriado" do Carnaval não é um tiro no pé, é dar o peito às balas!
O que não vai faltar é gente a desautorizar legitimamente esta ordem!
A ideia de aumentar o horário de trabalho para insuflar a produtivdade é má e não vou bater mais no ceguinho!
Eliminar feriados com o mesmo objectivo também é mau e, quanto a mim, revelar-se-á ineficaz!
Passos, bem sei que andas todo "troikado", mas não vás por aí! (Alguém se dispõe a dar um workshop sobre como aumentar a produtividade a este senhor: os contribuintes pagá-lo-iam de bom grado!)
Como sugere o meu pai (que deveria candidatar-se a Primeiro-ministro) seria mais digno dizer: "Portugueses gozem bem o Carnaval e regressem ao trabalho com mais genica e prontos a produzir melhor, mais e mais depressa!"
Deste Governo, só absolvo a Assunção!
lunes, 23 de enero de 2012
Orgulho sem preconceito
Eu gosto de me precipitar e concluir antes do lavar dos cestos: vai daí que para mim Guimarães 2012 já é uma aposta ganha!
Porque os vimaranenses mais uma vez demostraram que se orgulham da sua terra! E eu orgulho-me do orgulho deles, e muito me apraz saber que não se limita ao contexto futebuleiro!
Porque a autarquia soube pôr toda a gente a mexer: a universidade a coordenar intervenções urbanísticas, os arquitectos locais a projectar, os cidadãos a participar na festa... e ainda convidou outsiders a produzir in loco - e isto é charme e marketing do melhor!
Porque vai sobrar mais do que dívidas desta iniciativa: sobram espaços públicos mais arejados e racionais, sobram antigas fábricas reabilitadas e reanimadas com outras funcionalidades, sobra o nome de Guimarães pelo mundo e a imagem de terra pensada a multiplicar por todos os que a visitarem!
É de coisas assim que renascerá Portugal
Porque os vimaranenses mais uma vez demostraram que se orgulham da sua terra! E eu orgulho-me do orgulho deles, e muito me apraz saber que não se limita ao contexto futebuleiro!
Porque a autarquia soube pôr toda a gente a mexer: a universidade a coordenar intervenções urbanísticas, os arquitectos locais a projectar, os cidadãos a participar na festa... e ainda convidou outsiders a produzir in loco - e isto é charme e marketing do melhor!
Porque vai sobrar mais do que dívidas desta iniciativa: sobram espaços públicos mais arejados e racionais, sobram antigas fábricas reabilitadas e reanimadas com outras funcionalidades, sobra o nome de Guimarães pelo mundo e a imagem de terra pensada a multiplicar por todos os que a visitarem!
É de coisas assim que renascerá Portugal
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