Não concebo o pessimismo. A menos que seja por superstição.
Fui aprendendo que ninguém está autorizado a crescer sem maleitas, dores de alma ou crises "figadais" e que se a coisa vai torta estamos sempre a tempo de consertar o dia, a semana, o ano, a Vida.
Acredito nisto de querer fazer coisas novas e de fazer coisas velhas, sempre que seja doce o sabor da repetição.
Acredito nisto de desejar coisas, sejam elas coisas mesmo ou sensações, como a de juntar os que mais gostamos, a de os ter por perto, ou a de comprar castanhas na rua, sem fazer contas à vida, degustando-lhes o sabor e concluir que isso é impagável...
Acredito nisto de fazer por conhecer, por experimentar, por tornar assim o mundo mais pequeno e maior a capacidade de entender a diferença. Fascina-me cada vez mais isso da diferença.
Acredito nisto de tentar tourear o medo, de endurecer a crosta onde nos bate a angústia.
miércoles, 4 de enero de 2012
lunes, 2 de enero de 2012
"Com você sou fã da vida"
Há mil assuntos (meia dúzia, vá) sobre os quais me lembro de escrever, porém falha-me o gravador de pensamentos e na altura em que me disponho a abrir a "nova mensagem" fico sem assunto...
Vai daí, rsta-me informar que sou cada vez mais fã das musiquinhas brasucas, assim " meio caipira", de rima caseirinha:
E o talento que esta gente tem para escolher nomes artísticos! :)
Vai daí, rsta-me informar que sou cada vez mais fã das musiquinhas brasucas, assim " meio caipira", de rima caseirinha:
E o talento que esta gente tem para escolher nomes artísticos! :)
viernes, 9 de diciembre de 2011
A estibordo
lunes, 5 de diciembre de 2011
E nem é bem pelo mérito de D. João IV...
Portugal é um Estado laico, certo?
Então, por que razão teremos que negociar com a Igreja a eliminação de determinados feriados?
Já ameaçadoramente mais fácil parece ser abolir os feriados que celebram a Independência (o facto de Portugal existir como nação) e a passagem de monarquia a República (que é como quem diz, o direito que o povo conquistou de eleger o seu máximo representante, destronando o poder herdado em sede de ADN, que a mim ainda me custa que a monarquia seja assim uma questão de 'pedigree', que ainda se discuta se uma mulher pode ser rainha - atente-se à alegada azáfama espanhola para gerar herdeiro macho -, e que nem por sombras nada disto seja confundido com exclusão e discriminação social!)...
Então, por que razão teremos que negociar com a Igreja a eliminação de determinados feriados?
Já ameaçadoramente mais fácil parece ser abolir os feriados que celebram a Independência (o facto de Portugal existir como nação) e a passagem de monarquia a República (que é como quem diz, o direito que o povo conquistou de eleger o seu máximo representante, destronando o poder herdado em sede de ADN, que a mim ainda me custa que a monarquia seja assim uma questão de 'pedigree', que ainda se discuta se uma mulher pode ser rainha - atente-se à alegada azáfama espanhola para gerar herdeiro macho -, e que nem por sombras nada disto seja confundido com exclusão e discriminação social!)...
E mesmo não me importando que a Ibéria fosse um só país (porque acredito que entre portugueses e espanhóis é mais o que une do que aquilo que separa, porque me gusta España, me gustam los españoles, porque até compreendo que, dada a proximidade de alcovas das famílias reais portuguesa e espanhola era difícil resistir à tentação de unir os dois reinos), sou respeitadora da História, daquilo que nos fez o que somos e dos dias em que alguém lutou para que Portugal fosse nação e venceu, por estratégia mais do que por força bruta. Bem sei que começar um país à custa de uma desavença entre mãe e filho não é lá muito dignificante, porém Aljubarrota (tanto pela alegada táctica do quadrado de Nuno Álvares Pereira, como pelo alegado talento da padeira com a pá) é motivo de orgulho e três séculos depois foi reinventada em moldes mais diplomáticos para travar um iberismo, que, na altura, se vivia a duas velocidades. Festejar isso com um feriado não me parece mal.
Por último, mesmo podendo fazer feriados quando quero e posso (regalia do recibo verde), sou completamente a favor dos feriados por decreto, não só, mas também por razões económicas, já que acredito piamente que na base da produtividade está a motivação e na base da motivação estão coisas como o descanso, regalia de quem faz pela vida.
Esta proposta da supressão de feriados está em linha com a da meia hora diária a mais de trabalho: meus senhores, quem trabalha por gosto, até trabalha mais sem que lhe peçam, já quem o faz por decreto?... Pelo menos são coerentes em matéria de estupidez.
viernes, 18 de noviembre de 2011
O fado do nosso património
Diz-se que o restaurante, onde agora se escutam os poetas, as guitarras, as violas e os brindes a tudo isso, terá (quem sabe) escutado outrora as preces de uma certa Dona Rosa, alegada amante de D. José I. É que a porta que hoje se abre para o fado, abria antes para uma capela... E esta é a única porta que abre deste edifício quinhentista, o palácio da Dona Rosa... Decadente, esventrado (o gradeamento foi insuficiente para deter os caçadores de azulejos históricos)... Triste fado, o do património, em Lisboa.

Alfama é isto: FADO, Santos Populares e um património urbanistico fantástico, lamentavelmente, em decadência.
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