Já aqui escrevi sobre o barulho em torno da música dos Deolinda e do que chamam de "geração à rasca"... e a minha crença inicial era a de que se estava a fazer "tanto barulho para nada"...
Mas eu sou dada a mudar de ideias (não raras vezes) e hoje já me parece que talvez não seja bem assim... é que bem vistas as coisas, quão conscientes e informados estavam os manifestantes, os críticos, de cada vez que no passado se abanou o sistema?
É verdade que eu fiquei traumatizada com muitos dos protagonistas do "não pagamos" propinas (com quem convivia nas tascas onde jamais se recusavam a pagar as facturas das bebedeiras voluntárias, alibi para reprovações em várias cadeiras que escusavam de repetir e pagar segunda/terceira vez), já que defendo que os que as podem pagar, devem pagá-las (e defendia o mesmo na altura e os meus pais pagavam-nas) e talvez por isso tenda a ser demasiado exigente com a argumentação nisto das causas...
Note-se que não me privava das tascas, nem das borgas bem regadas, mas só paguei uma propina duas vezes, a da cadeira de estatística e porque optei por ver o ciclo "Azul, Branco e Vermelho" do Kieslowski, que o Cineclube passava na mesma semana do exame, no extinto Cinecentro da Covilhã (desculpa esfarrapada, já que se não deixsse o estudo para a véspera, o exame não seria incompatível com o cinema)! Não me livrei do sermão (justificadíssimo) porque os mesmos pais que me pagaram as propinas me ensinaram que a responsabilidade não era uma opção, era a única via, se queria continuar a ser patrocinada!
Por outro lado, é bem certo que bem nos podemos queixar dos político e da política e da falta de justiça nestas medidas que pedem sacrifícios a uns para pagar a crise e atribuem privilégios a outros (muitos dos responsáveis pelo fosso em que estamos)...
Quem sabe, talvez se desperte a consciência política dos jovens assim, mesmo que de forma tosca...
Quem sabe, talvez a estrutura trema mesmo e isso ajude a separar o trigo do joio...
viernes, 11 de marzo de 2011
jueves, 10 de marzo de 2011
A mulher portuguesa que retrata a mulher portuguesa
Tive uma cadeira anual de História no meu curso e um dos trabalhos era sobre uma figura marcante da História. Escolhi a Vieira da Silva, cujo trabalho adoro, e porque foi a nossa representante num período riquíssimo para a pintura.Na mesma linha, hoje poderia escolher Paula Rego... Isto dos "100 mais" vale o que vale, mas a senhora foi incluída nas 100 mulheres mais influentes no domínio da cultura.
Pergunto-me se as serigrafias da Paula Rego que comprei a 7,50€ já valorizaram?
martes, 8 de marzo de 2011
miércoles, 2 de marzo de 2011
Entender África
Barcos estrangeiros andaram durante anos a pescar desalmadamente nas águas da Somália, país onde o (des)Governo não conseguiu impedir que isso acontecesse, negligenciando a protecção da actividade piscatória, garante de sobrevivência de muitos somalis.
A pirataria surgiu, incialmente, como tentativa de impedir esse saque ao peixe somali, o que não os desculpa, mas permite perceber que essa culpa deve ser partilhada com os países saqueadores!
Isto, de acordo com um documentário que passou na passada sexta-feira na RTP 2, que contava a história da pirataria na Somália...
Já lá vão seis anos de pirataria no Golfo de Adén e a coisa rapidamente se tornou num lucrativo negócio de extorquir dinheiro a partir de sequestros. Ainda esta semana bombava a notícia de mais uma família dinamarquesa sequestrada. O valor exigido para os resgates é cada vez maior. A capacidade das autoridades ocidentais e somalis para controlarem a pirataria é cada vez menor... E na terça-feira foram pela primeira vez mortos reféns.
Somos historicamente péssimos a entender África...
A pirataria surgiu, incialmente, como tentativa de impedir esse saque ao peixe somali, o que não os desculpa, mas permite perceber que essa culpa deve ser partilhada com os países saqueadores!
Isto, de acordo com um documentário que passou na passada sexta-feira na RTP 2, que contava a história da pirataria na Somália...
Já lá vão seis anos de pirataria no Golfo de Adén e a coisa rapidamente se tornou num lucrativo negócio de extorquir dinheiro a partir de sequestros. Ainda esta semana bombava a notícia de mais uma família dinamarquesa sequestrada. O valor exigido para os resgates é cada vez maior. A capacidade das autoridades ocidentais e somalis para controlarem a pirataria é cada vez menor... E na terça-feira foram pela primeira vez mortos reféns.
Somos historicamente péssimos a entender África...
martes, 1 de marzo de 2011
E que tal o Palácio de Cristal?
Já só imaginamos como podem ter sido os jardins Suspensos da Babilónia, o Farol de Alexandria ou o Colosso de Rodes!Juan Garaizabal projecta o que poderiam ser os fantasmas de edifícios carismáticos que já não existem. Chama-lhe Memórias Urbanas. É isso que vai fazer este ano, por exemplo, em Madrid, projectando a silhueta de um antigo mercado...
Ao ler a notícia, lembrei-me logo do Palácio de Cristal, que nunca conheci além desta imagem a preto e branco, e cuja demolição nunca percebi...
Sugeri-lhe que o resuscitasse!
Timor
"Portugal foi sempre uma luzinha pequenina que se manteve acesa para nós."
Esta manhã, na TSF, Rui Marques, o catalizador da iniciativa Lusitânia Expresso (o navio missão "Paz em Timor", que em 1992 tentou chegar a Dili, chamando a atenção internacional para a causa timorense), sobre o que 10 anos depois escutava em Timor.
Timor para mim começou por ser um albúm de folhas de cartolina negra cheio de selos e de fotografias a preto e branco coladas, o albúm dos anos de tropa do meu pai. Nada ali lembrava guerra...
Depois?!... Depois é certo que temos do que nos envergonhar pela forma como deixamos Timor, mas temos mais do que nos orgulhar: da garra da sociedade civil portuguesa, de como se colocou ao lado de Timor e lutou pela liberdade do povo timorense.
Um exemplo bem inspirador do que também somos capazes!
Esta manhã, na TSF, Rui Marques, o catalizador da iniciativa Lusitânia Expresso (o navio missão "Paz em Timor", que em 1992 tentou chegar a Dili, chamando a atenção internacional para a causa timorense), sobre o que 10 anos depois escutava em Timor.
Timor para mim começou por ser um albúm de folhas de cartolina negra cheio de selos e de fotografias a preto e branco coladas, o albúm dos anos de tropa do meu pai. Nada ali lembrava guerra...
Depois?!... Depois é certo que temos do que nos envergonhar pela forma como deixamos Timor, mas temos mais do que nos orgulhar: da garra da sociedade civil portuguesa, de como se colocou ao lado de Timor e lutou pela liberdade do povo timorense.
Um exemplo bem inspirador do que também somos capazes!
lunes, 28 de febrero de 2011
(Elogio a Colin I)

Agora apetece-me ir cozinhar, porque me relaxa! Acho que foi mais ou menos esta bisnagada de charme que mandou o Colin Firth, no momento em que recebeu o Oscar.
Como um sonsinho pode ser encantandor... Assim é Colin I, o comedido, que fez de Jorge VI, o gago!(Não resisti ao trocadilho piroso!) Como se lê no El País: "Aunque Firth sea de esos hombres que hace de los defectos virtud."
Não vi o filme e na verdade o Colin I é a única razão pela qual iria ou irei vê-lo...
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