jueves, 10 de marzo de 2011

A mulher portuguesa que retrata a mulher portuguesa

Tive uma cadeira anual de História no meu curso e um dos trabalhos era sobre uma figura marcante da História. Escolhi a Vieira da Silva, cujo trabalho adoro, e porque foi a nossa representante num período riquíssimo para a pintura.
Na mesma linha, hoje poderia escolher Paula Rego... Isto dos "100 mais" vale o que vale, mas a senhora foi incluída nas 100 mulheres mais influentes no domínio da cultura.
Pergunto-me se as serigrafias da Paula Rego que comprei a 7,50€ já valorizaram?

miércoles, 2 de marzo de 2011

Entender África

Barcos estrangeiros andaram durante anos a pescar desalmadamente nas águas da Somália, país onde o (des)Governo não conseguiu impedir que isso acontecesse, negligenciando a protecção da actividade piscatória, garante de sobrevivência de muitos somalis.
A pirataria surgiu, incialmente, como tentativa de impedir esse saque ao peixe somali, o que não os desculpa, mas permite perceber que essa culpa deve ser partilhada com os países saqueadores!
Isto, de acordo com um documentário que passou na passada sexta-feira na RTP 2, que contava a história da pirataria na Somália...
Já lá vão seis anos de pirataria no Golfo de Adén e a coisa rapidamente se tornou num lucrativo negócio de extorquir dinheiro a partir de sequestros. Ainda esta semana bombava a notícia de mais uma família dinamarquesa sequestrada. O valor exigido para os resgates é cada vez maior. A capacidade das autoridades ocidentais e somalis para controlarem a pirataria é cada vez menor... E na terça-feira foram pela primeira vez mortos reféns.

Somos historicamente péssimos a entender África...

martes, 1 de marzo de 2011

E que tal o Palácio de Cristal?

Já só imaginamos como podem ter sido os jardins Suspensos da Babilónia, o Farol de Alexandria ou o Colosso de Rodes!

Juan Garaizabal projecta o que poderiam ser os fantasmas de edifícios carismáticos que já não existem. Chama-lhe Memórias Urbanas. É isso que vai fazer este ano, por exemplo, em Madrid, projectando a silhueta de um antigo mercado...

Ao ler a notícia, lembrei-me logo do Palácio de Cristal, que nunca conheci além desta imagem a preto e branco, e cuja demolição nunca percebi...

Sugeri-lhe que o resuscitasse!

Timor

"Portugal foi sempre uma luzinha pequenina que se manteve acesa para nós."
Esta manhã, na TSF, Rui Marques, o catalizador da iniciativa Lusitânia Expresso (o navio missão "Paz em Timor", que em 1992 tentou chegar a Dili, chamando a atenção internacional para a causa timorense), sobre o que 10 anos depois escutava em Timor.

Timor para mim começou por ser um albúm de folhas de cartolina negra cheio de selos e de fotografias a preto e branco coladas, o albúm dos anos de tropa do meu pai. Nada ali lembrava guerra...

Depois?!... Depois é certo que temos do que nos envergonhar pela forma como deixamos Timor, mas temos mais do que nos orgulhar: da garra da sociedade civil portuguesa, de como se colocou ao lado de Timor e lutou pela liberdade do povo timorense.
Um exemplo bem inspirador do que também somos capazes!

lunes, 28 de febrero de 2011

(Elogio a Colin I)


Agora apetece-me ir cozinhar, porque me relaxa! Acho que foi mais ou menos esta bisnagada de charme que mandou o Colin Firth, no momento em que recebeu o Oscar.
Como um sonsinho pode ser encantandor... Assim é Colin I, o comedido, que fez de Jorge VI, o gago!(Não resisti ao trocadilho piroso!) Como se lê no El País: "Aunque Firth sea de esos hombres que hace de los defectos virtud."
Não vi o filme e na verdade o Colin I é a única razão pela qual iria ou irei vê-lo...

A entrevista de Oriana Fallaci a Khaddafi

Há uns anos emprestaram-me o "Carta a um menino que não chegou a nascer", um livro que na altura gostei muito de ler. É da Oriana Fallaci, uma jornalista e escritora conotada com a esquerda italiana, no início da sua carreira, crítica de muitos aspectos (os criticáveis, digo eu) do mundo islâmico.

Gostei tanto do livro que comprei outro da mesma autora, durante a viagem de interrail pela Itália. Comprei-o na língua original, ainda não o li...

Vou lendo mais sobre ela do que coisas dela. Hoje esbarrei com esta entrevista da jornalista a Khaddafi. Uma republicação de parte de uma entrevista feita em 1979, altura em que o provável futuro ex-líder líbio fazia esta comparação:

"You do not understand the difference that exists between me and them, between Khomeini and them. Hitler and Mussolini exploited the support of the masses to rule the people. We revolutionaries enjoy the support of the masses to help the people become capable of ruling themselves on their own. I myself am constantly appealing to the masses to govern on their own. I say to my people: ‘If you love me, listen to me. And govern yourselves on your own’. That’s why they love me because, unlike Hitler, who said ‘I’ll do it all for you’, I say ‘Do it on your own’”.

And now, what?