miércoles, 9 de febrero de 2011

Gonçalo!

Chama-se assim esta cadeira. Mas eu já gostava dela antes de conhecer o nome com que a batizaram.
O meu pai resgatou-a algures (talvez no lixo de obras). Na verdade, resgatou duas. Estavam bastante enferrujadas, até que a minha mãe as pôs como novas.
Andava há que tempos para a fotografar, depois de a ter redescoberto no blogue do Luís Royal, por onde costumo andar a bisbilhotar sobre design. Fiquei a saber que a cadeira que costumamos ver em tantas esplanadas deste país foi criada em 1954 por Gonçalo Rodrigues dos Santos.
É linda e confortável, no contexto esplanada.

martes, 8 de febrero de 2011

Orgulho e preconceito!

"Acontece que os crimes de violência doméstica são o resultado desta pureza de sangue; casamentos que não se discutem, filhos a quem se permite tudo, mulheres trucidadas por famílias funcionais e por ideias disfuncionais, álcool a rodos (ai, a Direcção-Geral de Saúde!), falta de dinheiro, desemprego, emprego a mais, telenovelas, sangue na estrada, miséria no lar, mau sexo e maus hábitos, machismo mariola, machismo filho da puta transmitido de pais para filhos e de mães para filhos."

Francisco José Viegas, numa reflexão que merece ser acompanhada aqui.

Não sou leitora do Correio da Manhã e julgo-o sem verdadeiramente o ler, mas concordo que o dito "jornalismo de referência" há muito que não merece esse título porque se demite de cobrir muito do Portugal real. Se o Correio da Manhã o faz bem ou mal, isso é outra conversa, mas pelo menos, ao que consta, não deixa de o fazer.

Fui à horta


Há mais verdade agora no meu frigorífico e eu tenho mais certeza (melhor substituir por ambição) de que um dia me dedicarei a isto de ter um quintal com legumes e árvores de fruto de verdade. Apesar das desanimadoras experiências com as plantações de hortelã e de salsa na minha varanda...

jueves, 3 de febrero de 2011

Eu e o Johnny Depp sozinhos na mesma sala

Moral da história nº 1: ir ver um filme com o Johnny Depp nunca é perda de tempo.

Moral da história nº 2: revisitar Paris e Veneza, mesmo que seja só a duas dimensões, nunca é perda de tempo.

Assim sendo, "O turista" cumpriu muito bem a função de me entreter: o casting masculino rivaliza com o dos mais saudosos anúncios da Gillette, se excluirmos os "maus da fita", que também eram os feios da fita; os vestidos da Elisa eram todos muito ao meu gosto.

Não serei eu a dizer que o filme é mau, embora agradeça a todos os que o fizeram, já que contribuíram para o meu momento a sós com o Johnny.

Por enquanto é sem título

António Fernandes Pereira Marques e Adelaide de Oliveira Rocha. Fixaste?
É o que de mais antigo conheço genuinamente de ti.
Criaram-me. (Gosto do duplo sentido do verbo criar!)
Um bocadinho de ti vem deles e garanto-te desde já, que te podes orgulhar da Adelaide, que vendia peixe na Ribeira com a mãe e depois criou meninos e meninas como eu, e do António, que trabalhou quase toda a vida nos STCP. Depois de se reformar, dedicou-se à pastorícia: era o Sr. António das Ovelhas, que fazia parar o trânsito com o rebanho, pelas ruas de Leça do Balio. Por consequência nós, os familiares, não tínhamos direito a nome, éramos qualquer coisa como "a neta do Sr. António das Ovelhas"!

martes, 1 de febrero de 2011

A minha fronteira

Escreve-se aqui que Valença y Tui "vivieron siglos enfrentadas, pero en realidad (crê o autor) no sabrían vivir la una sin la otra".

A água do mar é por aqui particularmente fria e temperamental, mas é, ou talvez por isso também seja, o meu pedaço preferido da costa ibérica. Onde as montanhas aveludadas só se detêm perante a evidência do Atlântico, conseguimos senti-las a medir forças com ele. E não há como não amar as duas terras que "o Minho já não separa".
Há um Portugal de luxo ignorado por um "Turismo" distraído...

Sedutora, a ler...


Pode a leitura ser sensual? Pode, responde Picasso, ao retratar uma das suas amadas, a Marie-Therese Walter. É certo que a senhora não parece estar concentrada na leitura...
A pintura é de 1932, ano em que foi exibida ao público, para depois desaparecer até 1940. Nessa altura surge numa galeria, em Nova Iorque. Depois passa pelas mãos de vários coleccionadores privados, privando-nos a quase todos de lhe pôr a vista em cima... O actual dono decidou leiloar a obra, avaliada num confortável intervalo de 14 a 21 milhões de euros. O leilão é na Sotheby's, no próximo dia 8.
Decido avisar, caso algum desconhecido (os conhecidos quereriam, mas não poderiam) não saiba o que me oferecer pelos anos...
Mas também me contento se o Senhor Berardo a quiser partilhar no CCB.