viernes, 7 de mayo de 2010

... em puzzle


Sou fã do Google e fã da forma como o Google cola efemérides ao próprio logo... Este que assinala o nascimento d0 Tchaikovsky é fantástico...
Por coincidência comprei hoje os meus primeiros sapatos de flamenco! Olé!
Isto das coincidências intriga-me...
Acontece-me estar a investigar um tema e me aparecer quase acidentalmente um artigo, ou alguém, ou algum acontecimento que me aponta um caminho...
Sem cálculos agendei uma entrevista com o dono da livraria Lello (a tal que o The Guardian considerou a terceira mais bonita do mundo) no Dia Mundial do Livro. Só me dei conta no próprio dia e acho que o entrevistado também...
Não sei se quero nem se vale a pena perceber por que razão acontecem estas conspirações do acaso, mas mesmo não entendendo o sentido, tudo passa a fazer mais sentido.

miércoles, 5 de mayo de 2010

Linha do Tua (nossa, até quando a barragem deixar)

Já não me lembro muito bem da história, mas ficou-me que na Califórnia há uma comboio que faz um percurso temático por entre vinhas e com direito a refeição a bordo devidamente acompanhada pelos vinhos que sustentam a paisagem. Na altura pensei: fantástico! E depois pensei outra vez: fantástico! E depois pensei: como é que isto ainda não se faz no Douro????

Há duas semanas fui ver o Pare escute olhe e voltei a pensar nisso. Jorge Pelicano, autor do documentário, deu outro exemplo: um comboiozinho turístico numa terra atrás do sol posto serpenteia cheio entre as montanhas suíças... A terra de que se fala é Vers L'Eglise e, de acordo com o que mostra o documentário, não é comparável em beleza ao percurso da linha do Tua.

A certa altura um deputado (não decorei o nome), eleito por Bragança, argumenta que não se pode manter uma linha como a do Tua, que não é rentável. O que ele, os autarcas da região e a CP deveriam estar a perguntar é: "não é rentável porquê?"

A Alemanha queria comprar as ilhas à Grécia e eu sonho com alemães, espanhóis, ou outros empreendedores com dois dedos de testa... Comprem a linha do Tua à CP e aproveitem aquele ENORME potencial turístico, acautelando devidamente as condições de segurança! E os efeitos colaterais positivos para a região e para o país que a coisa geraria!

Enfim, gostei do filme (mesmo quando a argumentação era ingénua) e perfilho a causa.

Não tenho nada contra barragens, depois de ficar provado que são o último recurso, depois de recuperadas as bem menos problemáticas mini-hídricas, por exemplo... Claro que essas não dão jeito à EDP, mas é de micro, pequenas e médias empresas que este país é sobretudo feito... Mas também estamos a desistir delas, como temos vindo a desistir dos comboios...

Por teimosia e sobretud0 por gosto integrei o lote (primeiro éramos muitos, depois poucos) dos que saíam da Covilhã de comboio à sexta e partiam no domingo de Campanhã para uma viagem que chegou a durar seis horas (o dobro do que fazia a camioneta da Joalto).
Numa dessas vezes o comboio parou tal era o nevão junto à Guarda... Parámos para brincar com a neve e vê-la a brilhar na paisagem serrana. A Natureza impôs o "Pare, escute, olhe"...
Eram sobretudo estudantes, donos de todo o tempo do mundo, que viajavam no comboio académico (chamava-se assim). Durou pouco, talvez por falta de gente, porque não era rentável, porque os sucessivos governos e equipas directivas da CP não acharam rentável investir na modernização da linha da Beira...

O cenário de Anne Frank

´

Não sei se já distribuem o vídeo com o livro...
A mim, curiosamente, o filme chegou-me pela mesma pessoa que me emprestou o livro. Obrigada Madrinha.

Damasceno Monteiro e os outros culpados do costume

São sete milhões de pessoas a dormir na mesma cidade. Em Hong Kong menos é mesmo mais, ou seja, pouco espaço = mais eficiência, como explica o arquitecto responsável pela casa que anda a rodar mundo em redes sociais, blogues e afins...


Em Portugal, na Lisboa mais antiga e mais debilmente habitada, na minha rua (poderia ser em muitas outras), hoje, ruíram prédios devido à derrocada de terras de uma encosta.
Previsível? Talvez não pelo senhor que dá nome à rua. Na época em que Damasceno Monteiro presidiu à Câmara Municipal de Lisboa, a meio do século XIX, a cidade não era a mesma, o clima não era o mesmo, o número de habitantes não era o mesmo, a nacionalidade dos habitantes também não era a mesma (é muito cosmopolita a Damasceno Monteiro que partilho), a responsabilidade civil e política não seria certamente a mesma... Mas, por esta altura, não falta a quem atribuir responsabilidades. E Damasceno Monteiro e todos os seus sucessores são culpados.

viernes, 23 de abril de 2010

De Fado!




Há pessoas gigantes que nos fazem corar de vergonha... Aqui há uns tempos entrevistei um catalão que ama o Fado, que o entende e que faz mais pela sua divulgação e genuinidade que o nosso Ministério da Cultura. Tem um blogue (o defado) em catalão onde escreve sobre fado e fadistas, onde transcreve os poemas e coloca os links para escutar os fados...
Também por lá está a entrevista que lhe fiz...

jueves, 22 de abril de 2010

"Portugal dos pequeninos"

São quatro documentários portugueses que quero ver urgentemente:

O "Fantasia Lusitana" sobre o país real, medrado pela propaganda Salazarista, que abre hoje o Indie Lisboa "Esta rua é minha", que pelo que li escancara o centro de Lisboa, quase deserto e abandalhado... e que vai ser exibido na maratona de documentários da RTP 2 na véspera deste 25 de Abril.

Este super-premiado "Pare, escute e olhe", sobre outra desertificação, a do Interior esquecido e negligenciado.


E "Ruínas", sobre os também esquecidos mártires do património arquitectónico português...
O Doc Lisboa prova que há público para documentários e as salas de cinema já acusam essa tendência :D