São sete milhões de pessoas a dormir na mesma cidade. Em Hong Kong menos é mesmo mais, ou seja, pouco espaço = mais eficiência, como explica o arquitecto responsável pela casa que anda a rodar mundo em redes sociais, blogues e afins...
Em Portugal, na Lisboa mais antiga e mais debilmente habitada, na minha rua (poderia ser em muitas outras), hoje, ruíram prédios devido à derrocada de terras de uma encosta.
Previsível? Talvez não pelo senhor que dá nome à rua. Na época em que Damasceno Monteiro presidiu à Câmara Municipal de Lisboa, a meio do século XIX, a cidade não era a mesma, o clima não era o mesmo, o número de habitantes não era o mesmo, a nacionalidade dos habitantes também não era a mesma (é muito cosmopolita a Damasceno Monteiro que partilho), a responsabilidade civil e política não seria certamente a mesma... Mas, por esta altura, não falta a quem atribuir responsabilidades. E Damasceno Monteiro e todos os seus sucessores são culpados.
miércoles, 5 de mayo de 2010
viernes, 23 de abril de 2010
De Fado!


Há pessoas gigantes que nos fazem corar de vergonha... Aqui há uns tempos entrevistei um catalão que ama o Fado, que o entende e que faz mais pela sua divulgação e genuinidade que o nosso Ministério da Cultura. Tem um blogue (o defado) em catalão onde escreve sobre fado e fadistas, onde transcreve os poemas e coloca os links para escutar os fados...Também por lá está a entrevista que lhe fiz...
jueves, 22 de abril de 2010
"Portugal dos pequeninos"
São quatro documentários portugueses que quero ver urgentemente:
O "Fantasia Lusitana" sobre o país real, medrado pela propaganda Salazarista, que abre hoje o Indie Lisboa
"Esta rua é minha", que pelo que li escancara o centro de Lisboa, quase deserto e abandalhado... e que vai ser exibido na maratona de documentários da RTP 2 na véspera deste 25 de Abril.Este super-premiado "Pare, escute e olhe", sobre outra desertificação, a do Interior esquecido e negligenciado.
E "Ruínas", sobre os também esquecidos mártires do património arquitectónico português...
O Doc Lisboa prova que há público para documentários e as salas de cinema já acusam essa tendência :D
miércoles, 21 de abril de 2010
martes, 20 de abril de 2010
Sim, senhor presidente!
Depois de o Presidente da República checo ter dito que no lugar de Portugal (com um défice de 8%, quase 9%), estaria muito preocupado (o da Rep. Checa está nos 5%), o nosso Presidente achou por bem relativizar e em resposta escudou-se nas estimativas que apontam para 2012 um défice português inferior ao checo! Naquela de o meu mercedes é maior que o teu, mas está para arranjar!
Várias vezes entrevistei estrangeiros com um denominador comum, ou seja, apontam a Portugal a mesma crítica: os portugueses lidam mal, muuuuuuuuuito mal com as críticas, sobretudo quando elas são justificadíssimas!
O senhor Presidente achou por bem descansar-nos com as estimativas, as mesmas que sustentam o PEC proposto pelo Governo, o mesmo que, em ano de eleições, avançou com estimativas, que se revelaram demasiado optimistas face à realidade!
Várias vezes entrevistei estrangeiros com um denominador comum, ou seja, apontam a Portugal a mesma crítica: os portugueses lidam mal, muuuuuuuuuito mal com as críticas, sobretudo quando elas são justificadíssimas!
O senhor Presidente achou por bem descansar-nos com as estimativas, as mesmas que sustentam o PEC proposto pelo Governo, o mesmo que, em ano de eleições, avançou com estimativas, que se revelaram demasiado optimistas face à realidade!
martes, 13 de abril de 2010
esquecer-me de mim
Ver o estado físico dos arrumadores de carros foi a mais eficaz campanha de sensibilização contra o consumo de heroína.
Foi mais ou menos isso que disse a Lena D'Água numa entrevista ao Carlos Vaz Marques, na TSF...
Uma entrevista que acabou assim:
Foi mais ou menos isso que disse a Lena D'Água numa entrevista ao Carlos Vaz Marques, na TSF...
Uma entrevista que acabou assim:
Passos que já deveríamos ter dado
Na política a escolha é bem mais difícil do que no futebol... enfim, é tramada a escolha, sobretudo quando não se vislumbram hipóteses elegíveis!
Nem sequer entre esquerda e direita, quanto mais entre os partidos com crises de identidade (PS e PSD), anacrónicos (PCP), aproxenetados (BE) ou simplesmente inconcebíveis enquanto opção (CDS/PP)...
Dito isto e não estando a acompanhar com particular entusiasmo a montada do Pedro Passos Coelho, devo dizer que me agradam duas das suas tiradas. Qualquer coisa como: se uma empresa se está a revelar um fracasso, então que desapareça depressinha para não estorvar quem quer ser produtivo! E qualquer coisa como: toca a pôr a trabalhar quem recebe os apoios sociais (excepção para os que são dados como inaptos)! Há por aí muita mata por limpar, país para despoluir, terreno por cultivar e afins!
E mais! Também acho que é altura de revermos a Constituição e torná-la mais flexível ao ponto de não ter que ser invocada como empecilho sempre que se tenta mudar coisas urgentes como por exemplo diminuir o número de deputados!
E mais ainda, começo a inclinar-me a favor da regionalização também!
E eu não sou das que acha que falar (ou escrever) é fácil! Se fosse não se ouvia tanto disparate em sede imprópria! Concordo que executar é mais difícil ainda!
A ver...
Nem sequer entre esquerda e direita, quanto mais entre os partidos com crises de identidade (PS e PSD), anacrónicos (PCP), aproxenetados (BE) ou simplesmente inconcebíveis enquanto opção (CDS/PP)...
Dito isto e não estando a acompanhar com particular entusiasmo a montada do Pedro Passos Coelho, devo dizer que me agradam duas das suas tiradas. Qualquer coisa como: se uma empresa se está a revelar um fracasso, então que desapareça depressinha para não estorvar quem quer ser produtivo! E qualquer coisa como: toca a pôr a trabalhar quem recebe os apoios sociais (excepção para os que são dados como inaptos)! Há por aí muita mata por limpar, país para despoluir, terreno por cultivar e afins!
E mais! Também acho que é altura de revermos a Constituição e torná-la mais flexível ao ponto de não ter que ser invocada como empecilho sempre que se tenta mudar coisas urgentes como por exemplo diminuir o número de deputados!
E mais ainda, começo a inclinar-me a favor da regionalização também!
E eu não sou das que acha que falar (ou escrever) é fácil! Se fosse não se ouvia tanto disparate em sede imprópria! Concordo que executar é mais difícil ainda!
A ver...
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