miércoles, 5 de mayo de 2010

Damasceno Monteiro e os outros culpados do costume

São sete milhões de pessoas a dormir na mesma cidade. Em Hong Kong menos é mesmo mais, ou seja, pouco espaço = mais eficiência, como explica o arquitecto responsável pela casa que anda a rodar mundo em redes sociais, blogues e afins...


Em Portugal, na Lisboa mais antiga e mais debilmente habitada, na minha rua (poderia ser em muitas outras), hoje, ruíram prédios devido à derrocada de terras de uma encosta.
Previsível? Talvez não pelo senhor que dá nome à rua. Na época em que Damasceno Monteiro presidiu à Câmara Municipal de Lisboa, a meio do século XIX, a cidade não era a mesma, o clima não era o mesmo, o número de habitantes não era o mesmo, a nacionalidade dos habitantes também não era a mesma (é muito cosmopolita a Damasceno Monteiro que partilho), a responsabilidade civil e política não seria certamente a mesma... Mas, por esta altura, não falta a quem atribuir responsabilidades. E Damasceno Monteiro e todos os seus sucessores são culpados.

viernes, 23 de abril de 2010

De Fado!




Há pessoas gigantes que nos fazem corar de vergonha... Aqui há uns tempos entrevistei um catalão que ama o Fado, que o entende e que faz mais pela sua divulgação e genuinidade que o nosso Ministério da Cultura. Tem um blogue (o defado) em catalão onde escreve sobre fado e fadistas, onde transcreve os poemas e coloca os links para escutar os fados...
Também por lá está a entrevista que lhe fiz...

jueves, 22 de abril de 2010

"Portugal dos pequeninos"

São quatro documentários portugueses que quero ver urgentemente:

O "Fantasia Lusitana" sobre o país real, medrado pela propaganda Salazarista, que abre hoje o Indie Lisboa "Esta rua é minha", que pelo que li escancara o centro de Lisboa, quase deserto e abandalhado... e que vai ser exibido na maratona de documentários da RTP 2 na véspera deste 25 de Abril.

Este super-premiado "Pare, escute e olhe", sobre outra desertificação, a do Interior esquecido e negligenciado.


E "Ruínas", sobre os também esquecidos mártires do património arquitectónico português...
O Doc Lisboa prova que há público para documentários e as salas de cinema já acusam essa tendência :D

martes, 20 de abril de 2010

Sim, senhor presidente!

Depois de o Presidente da República checo ter dito que no lugar de Portugal (com um défice de 8%, quase 9%), estaria muito preocupado (o da Rep. Checa está nos 5%), o nosso Presidente achou por bem relativizar e em resposta escudou-se nas estimativas que apontam para 2012 um défice português inferior ao checo! Naquela de o meu mercedes é maior que o teu, mas está para arranjar!

Várias vezes entrevistei estrangeiros com um denominador comum, ou seja, apontam a Portugal a mesma crítica: os portugueses lidam mal, muuuuuuuuuito mal com as críticas, sobretudo quando elas são justificadíssimas!

O senhor Presidente achou por bem descansar-nos com as estimativas, as mesmas que sustentam o PEC proposto pelo Governo, o mesmo que, em ano de eleições, avançou com estimativas, que se revelaram demasiado optimistas face à realidade!

martes, 13 de abril de 2010

esquecer-me de mim

Ver o estado físico dos arrumadores de carros foi a mais eficaz campanha de sensibilização contra o consumo de heroína.
Foi mais ou menos isso que disse a Lena D'Água numa entrevista ao Carlos Vaz Marques, na TSF...

Uma entrevista que acabou assim:

Passos que já deveríamos ter dado

Na política a escolha é bem mais difícil do que no futebol... enfim, é tramada a escolha, sobretudo quando não se vislumbram hipóteses elegíveis!

Nem sequer entre esquerda e direita, quanto mais entre os partidos com crises de identidade (PS e PSD), anacrónicos (PCP), aproxenetados (BE) ou simplesmente inconcebíveis enquanto opção (CDS/PP)...

Dito isto e não estando a acompanhar com particular entusiasmo a montada do Pedro Passos Coelho, devo dizer que me agradam duas das suas tiradas. Qualquer coisa como: se uma empresa se está a revelar um fracasso, então que desapareça depressinha para não estorvar quem quer ser produtivo! E qualquer coisa como: toca a pôr a trabalhar quem recebe os apoios sociais (excepção para os que são dados como inaptos)! Há por aí muita mata por limpar, país para despoluir, terreno por cultivar e afins!
E mais! Também acho que é altura de revermos a Constituição e torná-la mais flexível ao ponto de não ter que ser invocada como empecilho sempre que se tenta mudar coisas urgentes como por exemplo diminuir o número de deputados!
E mais ainda, começo a inclinar-me a favor da regionalização também!

E eu não sou das que acha que falar (ou escrever) é fácil! Se fosse não se ouvia tanto disparate em sede imprópria! Concordo que executar é mais difícil ainda!
A ver...