É sempre mais fácil responder a uma crítica... Os argumentos saem mais disparados e mais disparatados também. :-)
O fruto proíbido é mesmo o mais apetecido e desde o dia do "aniversário" deste blogue que já me vieram à cabeça vários temas sobre os quais me apetecia escrever... parece que o mundo se lembrou de acontecer só para me provocar: é o Obama que é nobel da paz e eu com muita vontade de dizer ao mundo (ao meu pequeno mundo feito de pessoas como vocês) que acho bem porque o presidente dos EUA é mais presidente do que o de qualquer outro país. Influencia mais, inspira mais, e a uma escala maior. Para bem e para o mal. E este Obama inspira bem e mostra uma atitude avassaladoramente mais responsável. Acho bem premiar a intenção e a inteligência de mudar de atitude porque é mais uma forma de vincar que essa é a atitude que interessa. (estou a escrever sem freio e talvez a fazer pouco sentido)
E depois o filme sobre a Tunísia que vi na quinta-feira, aparentemente simples para o olhar de um ocidental, mas bem pedrada no charco ao mostrar as duas tunísias, a do dia, conservadora, e a da noite, libertadora...E a dança do ventre, ainda do filme... A dança será sempre tema para mim... se a reencarnação existe, eu quero encarnar no corpo de uma bailarina... Já devo ter escrito isto algures.
Até sobre o fim do "Caminho das Índias" (que acabou de acabar) me apetece escrever... que bons são o Tony Ramos e o Lima Duarte, que bela cena final protagonizaram... Vou ter saudades da música contagiante, das cores, das palavras novas, de aprender em pequenas e suaves doses sobre o país que mais me atrai no Oriente (pela comida, que adoro! e pelas bugigangas, que vou amar! e muito também pela estética na arquitectura, na dança, nos cabelos negros e lisos lindos das indianas, pela mil pulseiras a chinquilhar, pelos tecidos de babar!)
Mas eu sofro de indisciplina aguda e quero mesmo dedicar-me a outro projecto e este blogue era o alibi perfeito para vingar a preguiça, sem me comprometer a longo prazo e eu tenho passado a vida no registo do curto prazo...
Agradeço mesmo muito o carinho
viernes, 9 de octubre de 2009
miércoles, 7 de octubre de 2009
Prueba superada!
"Não existem mais que duas regras para escrever: ter algo que dizer e dizê-lo!"
Senhor Oscar Wilde é verdade o que diz.
A esta verdade junto outra, que me foi dita por Baptista Bastos... Disse-me que a escrita é um exercício e que quem aspira a alguma qualidade, "tem que escrever todos os dias, um bocadinho por dia, nem que seja para pôr no lixo".
Este blogue nasceu com a pretensão desse exercício, mas sem a obrigação desse picar o ponto diário. O objectivo há um ano era precisamente que durasse um ano!
Durou e termina aqui.
Não vou desactivá-lo... Não se apaga a palavra escrita. Continuará por aqui... Mas vou (como costuma dizer-se em giria) "descontinuá-lo"!
Foi um teste que precisei de fazer, antes de partir para outro desafio...
Agradeço a quem por cá passou e sobretudo agradeço a quem regressou!
Senhor Oscar Wilde é verdade o que diz.
A esta verdade junto outra, que me foi dita por Baptista Bastos... Disse-me que a escrita é um exercício e que quem aspira a alguma qualidade, "tem que escrever todos os dias, um bocadinho por dia, nem que seja para pôr no lixo".
Este blogue nasceu com a pretensão desse exercício, mas sem a obrigação desse picar o ponto diário. O objectivo há um ano era precisamente que durasse um ano!
Durou e termina aqui.
Não vou desactivá-lo... Não se apaga a palavra escrita. Continuará por aqui... Mas vou (como costuma dizer-se em giria) "descontinuá-lo"!
Foi um teste que precisei de fazer, antes de partir para outro desafio...
Agradeço a quem por cá passou e sobretudo agradeço a quem regressou!
Conversas improváveis IV
Pensa ele:
- Não estás para ninguém? Ou é mesmo só para mim que não estás?
Foi quando que decidiste intervir dessa forma na minha vida?
Foi quando que me incapacitaste de discernir?
Foi quando que arrendaste um lugar cativo dentro de mim, mesmo antes de eu te saber alojar?
Poderias, pelo menos, ter-me deixado negociar.
Sabes que a negociar, eu vou embalando o tempo...
o meu tempo e o nosso tempo...
Queria ser Eu outra vez.
Cansa-me adormercer contigo e não te encontrar e depois acordar de novo contigo, ainda sem te encontrar...
E andas sempre por aqui, bem perto
Rodeias-me como o faria um deserto
Esticas-me o horizonte até me turvares o olhar...
Talvez seja já tarde para te dizer quase tudo.
- Não estás para ninguém? Ou é mesmo só para mim que não estás?
Foi quando que decidiste intervir dessa forma na minha vida?
Foi quando que me incapacitaste de discernir?
Foi quando que arrendaste um lugar cativo dentro de mim, mesmo antes de eu te saber alojar?
Poderias, pelo menos, ter-me deixado negociar.
Sabes que a negociar, eu vou embalando o tempo...
o meu tempo e o nosso tempo...
Queria ser Eu outra vez.
Cansa-me adormercer contigo e não te encontrar e depois acordar de novo contigo, ainda sem te encontrar...
E andas sempre por aqui, bem perto
Rodeias-me como o faria um deserto
Esticas-me o horizonte até me turvares o olhar...
Talvez seja já tarde para te dizer quase tudo.
martes, 6 de octubre de 2009
Conversas improváveis III
Diz ela: -Não posso usar a ingenuidade como alibi, porque eu percebi cedo demais que sabias ser cruel... Voluntariamente ou não. Pouco importa até se estás consciente disso. Vais coleccionando vítimas. Sabes cativá-las e mantê-las cativas e amordaçadas, incapazes de te denunciar ou de te resgatar dessa euforia que alugas para permaneceres anestesiado.
Não serás nunca capaz de lutar pelo que queres apenas porque desconheces o que é querer de verdade e tens medo, muito medo de descobrir. Não te sintas culpado, porque não é dessa forma que te curas, nem é dessa forma que alivias a dor.
Sabemos os dois que não havia, nem poderia haver margem para enganos. O equívoco é uma projecção eufemística da bondade.
Não serás nunca capaz de lutar pelo que queres apenas porque desconheces o que é querer de verdade e tens medo, muito medo de descobrir. Não te sintas culpado, porque não é dessa forma que te curas, nem é dessa forma que alivias a dor.
Sabemos os dois que não havia, nem poderia haver margem para enganos. O equívoco é uma projecção eufemística da bondade.
jueves, 1 de octubre de 2009
Adeus Verão quente
Dá-me gozo subir a escadaria do Metro na estação Baixa Chiado (exceptuando quando as escadas rolantes estão em greve!). Tem sido sempre sinónimo de que a seguir vou desfrutar, vou ter tempo para mim ou para nós! E neste nós cabem tantas pessoas! Pensava nisto hoje enquanto deslizava até à superfície pelas escadas rolantes, depois de ver no hall da estação uma instalação de luzes de várias cores entrecortadas por abajures (ou abat-jours)de renda escura. Era um bocadinho da Experimenta Design que está em vários pontos da cidade, como na montra da loja da Sisley, logo ao lado da saída (era o caso) do Metro.
O meu objectivo era assistir a uma conversa sobre política, na Bertrand... mas decidi mal pus os pezinhos na calçada da Rua Garrett trocar o trand pelo nard! Tinha fominha e o resto de Verão que estava a sentir merecia que me baldasse ao evento.
Foi a minha despedida do Verão... Será difícil nos próximos tempos voltar ao Chiado para um passeio de fim de tarde sem que o calor e a luz do sol não se tenham já ido embora...
Entrei na Bernard para comer "o melhor croissant" de Lisboa... Não havia lugar na esplanada, mas também não me importei porque na Bernard gosto mesmo é do interior. Gosto da insólita e já rara cabine para a senhora da caixa registadora, bem em frente ao longo balcão de tampo de mármore (agora lembro-me que o Tebas, onde às vezes compro o pão, também tem uma). Gosto de apreciar o aprumo dos empregados, todos trajados de camisa branca sob um colete preto e um comprido avental. Como contrastam em simpatia e em eficiência com os vizinhos da Brasileira...
Enquanto esperava pelo estaladiço croissant de massa folhada fui admirando as espigas em relevo no tecto, o vitral na parede que separava aquela sala de uma outra mais vocacionada para refeições... Percebi que ali até dos dourados gostava. O dourado da barra que contornava o balcão e do esqueleto dos candeeiros, ali, em contraste com a madeira muito escura das cadeiras e das mesas, ficava bem, até porque nos transportava para outros tempos: para as tardes de chá do fim do século XIX.
Depois de sair ainda passei na Bertrand, mas só para ver a montra, apenas ocupada por três romances, repetidos, para que não tenhamos dúvidas de que a literatura também se rege por modas... Na entrada lá estava um grande poster do Roberto Bolaño.
Por causa dele e do Rodrigo Leão decidi ir à concorrência (o cartão de fidelização assim o ditou). Na Fnac não me demorei muito tempo, mas mesmo assim ainda consegui além do "2666", do Bolaño e do "Mãe" do Rodrigo Leão, trazer mais o cd do Legendary Tiger man e um livrinho do Lobo Antunes, o meu primeiro. Depois de ler hoje sobre "Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?" decidi que era tempo de ler alguma coisa do homem, já que afinal gosto das crónicas que escreve... Apesar de ter apreciado muito o título deste último livro do senhor, aproveitei a dica mesmo ao lado: uma edição comemorativa do "Memória de elefante" (escrito em 1979). Parece-me lógico não começar pelo fim.
Ando numa fase mais leitora. Na verdade tenho uma relação conflituosa com a leitura, semelhante à que tenho com a fruta... Sempre que me decido a comê-la gosto e sabe-me bem, mas vezes demais apetece-me antes outra coisa. Com a leitura é o mesmo, muitas vezes, demasiadas, há sempre outra coisa que me apetece fazer mais (mais redundante era impossível ser!)... Mas quando me decido a ler, passo bons momentos. Aliás, se bem pensar, passei já excelentes momentos com livros... na altura em que os devorava (adolescência) e mesmo agora que sou uma leitora mais preguiçosa.
Mas sou também uma leitora culpada porque acho que deveria orientar o meu tempo para os clássicos. E faltam-me ler ainda tantos... Daí que sempre que compro ou leio um autor só porque me chamou atenção a crítica ou porque alguém mo recomendou, não me consigo desligar deste ligeiro sentimento de culpa e de desperdício de tempo. Acho que as palavras do Bento (ex-professor meu) não deixam de me martelar: "Leiam os clássicos! Os bons autores russos! Os franceses, os alemães!"
Este ano já subtraí a minha dívida, ainda que seja leve a amortização: "O jogador" do Dostoievski e a "Ronda da noite" da Agustina, que para mim já é um clássico!
O meu passatempo preferido e reconhecidamente fútil é mesmo trabalhar para a asfixia dos trapos no meu armário. Daí que o meu passeio pela baixa pombalina tenha sido interrompido por uma espreitadela à H&M para me inteirar das novidades. Só comprei um gancho para o cabelo! Correu bem!
Continuei a vaguear pelas ruas da Baixa e encerrei este meu passeio de fim de Verão com uma homenagem à Primavera: um ramo de (quase) margaridas brancas, que estão agora na minha sala.
O meu objectivo era assistir a uma conversa sobre política, na Bertrand... mas decidi mal pus os pezinhos na calçada da Rua Garrett trocar o trand pelo nard! Tinha fominha e o resto de Verão que estava a sentir merecia que me baldasse ao evento.
Foi a minha despedida do Verão... Será difícil nos próximos tempos voltar ao Chiado para um passeio de fim de tarde sem que o calor e a luz do sol não se tenham já ido embora...
Entrei na Bernard para comer "o melhor croissant" de Lisboa... Não havia lugar na esplanada, mas também não me importei porque na Bernard gosto mesmo é do interior. Gosto da insólita e já rara cabine para a senhora da caixa registadora, bem em frente ao longo balcão de tampo de mármore (agora lembro-me que o Tebas, onde às vezes compro o pão, também tem uma). Gosto de apreciar o aprumo dos empregados, todos trajados de camisa branca sob um colete preto e um comprido avental. Como contrastam em simpatia e em eficiência com os vizinhos da Brasileira...
Enquanto esperava pelo estaladiço croissant de massa folhada fui admirando as espigas em relevo no tecto, o vitral na parede que separava aquela sala de uma outra mais vocacionada para refeições... Percebi que ali até dos dourados gostava. O dourado da barra que contornava o balcão e do esqueleto dos candeeiros, ali, em contraste com a madeira muito escura das cadeiras e das mesas, ficava bem, até porque nos transportava para outros tempos: para as tardes de chá do fim do século XIX.
Depois de sair ainda passei na Bertrand, mas só para ver a montra, apenas ocupada por três romances, repetidos, para que não tenhamos dúvidas de que a literatura também se rege por modas... Na entrada lá estava um grande poster do Roberto Bolaño.
Por causa dele e do Rodrigo Leão decidi ir à concorrência (o cartão de fidelização assim o ditou). Na Fnac não me demorei muito tempo, mas mesmo assim ainda consegui além do "2666", do Bolaño e do "Mãe" do Rodrigo Leão, trazer mais o cd do Legendary Tiger man e um livrinho do Lobo Antunes, o meu primeiro. Depois de ler hoje sobre "Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?" decidi que era tempo de ler alguma coisa do homem, já que afinal gosto das crónicas que escreve... Apesar de ter apreciado muito o título deste último livro do senhor, aproveitei a dica mesmo ao lado: uma edição comemorativa do "Memória de elefante" (escrito em 1979). Parece-me lógico não começar pelo fim.
Ando numa fase mais leitora. Na verdade tenho uma relação conflituosa com a leitura, semelhante à que tenho com a fruta... Sempre que me decido a comê-la gosto e sabe-me bem, mas vezes demais apetece-me antes outra coisa. Com a leitura é o mesmo, muitas vezes, demasiadas, há sempre outra coisa que me apetece fazer mais (mais redundante era impossível ser!)... Mas quando me decido a ler, passo bons momentos. Aliás, se bem pensar, passei já excelentes momentos com livros... na altura em que os devorava (adolescência) e mesmo agora que sou uma leitora mais preguiçosa.
Mas sou também uma leitora culpada porque acho que deveria orientar o meu tempo para os clássicos. E faltam-me ler ainda tantos... Daí que sempre que compro ou leio um autor só porque me chamou atenção a crítica ou porque alguém mo recomendou, não me consigo desligar deste ligeiro sentimento de culpa e de desperdício de tempo. Acho que as palavras do Bento (ex-professor meu) não deixam de me martelar: "Leiam os clássicos! Os bons autores russos! Os franceses, os alemães!"
Este ano já subtraí a minha dívida, ainda que seja leve a amortização: "O jogador" do Dostoievski e a "Ronda da noite" da Agustina, que para mim já é um clássico!
O meu passatempo preferido e reconhecidamente fútil é mesmo trabalhar para a asfixia dos trapos no meu armário. Daí que o meu passeio pela baixa pombalina tenha sido interrompido por uma espreitadela à H&M para me inteirar das novidades. Só comprei um gancho para o cabelo! Correu bem!
Continuei a vaguear pelas ruas da Baixa e encerrei este meu passeio de fim de Verão com uma homenagem à Primavera: um ramo de (quase) margaridas brancas, que estão agora na minha sala.
martes, 29 de septiembre de 2009
Sem hélio...
Fico desarmada perante um olhar doce e enrugado, um homem que baba com um bebé (não confundir com homem que baba como um bebé!) e perante pessoas vulneráveis... que se mostram por dentro, que expõe uma fragilidade, que revelam a sua insegurança, confiam-nos um medo, deixam-nos saber o que as angustia...
A vulnerabilidade do outro deixa-me como um balão já sem hélio, sem força para me manter lá em cima, mais pequenina, mais encorrilhada e incapaz de rebentar...
A vulnerabilidade do outro deixa-me como um balão já sem hélio, sem força para me manter lá em cima, mais pequenina, mais encorrilhada e incapaz de rebentar...
sábado, 26 de septiembre de 2009
Try a different angle!
Não sou nada apologista de que se queimem os soutiens na fogueira e, em caso de naufrágio iminente, concordo com a máxima "salvem-se as mulheres e crianças primeiro!" Nem me estou a lembrar de nenhuma boa razão para que não seja assim...
Nunca pensei no feminismo muito a sério e considero-o tão obsuleto quanto o machismo, ainda que tenha a certeza de que ambos estão bem vivos!
Logo, não é por feminismo, mas apenas por curiosidade e esperança que defendo que deveriam ser sobretudo as mulheres a ocupar cargos de topo, seja na política, seja nas instituições, seja nas empresas... Como diz o anúncio: "try a different angle!"
São séculos de experiência de gestão de recursos e de conflitos que a sociedade anda a desperdiçar... e quando, excepcionalmente, acontece uma mulher chegar ao patamar em que pode fazer diferença a uma escala planetária, quase sempre faz mesmo a diferença... Não fiz nenhum estudo estatístico sobre o assunto, pelo que este texto peca por falta de exemplos, mas é o que me parece!
Não foi notícia de primeira página, nem abriu telejornais, mas eu tenho muita vontade de conhecer melhor esta Maria Ramos, a tal luso-descendente considerada pela Fortune uma das mulheres mais influentes do mundo...
E não é propriamente devido ao lugar no ranking que a senhora ocupa, é mesmo pelo que a fez ser destacada a esse nível: o detalhe de pela sua acção milhares de postos de trabalho terem sido mantidos... Isto é A OBRA... Isto é contribuir escancaradamente para um mundo melhor. Isto é uma injecção de motivação daquelas!
Por coincidência estive a trabalhar sobre o centenário de Peter Drucker. De entre as várias constatações e conselhos interessantes que o senhor deixou, há uma passagem que considero particularmente feliz e que faz eco daquilo em que acredito sem cedências, sem contemplações... O senhor era contra os despedimentos como forma de resolver os problemas numa empresa (claro que há excepções: as falhas de carácter e o não cumprimento de regras, mas isso é outra história). Argumentava que o que se deveria era alocar as pessoas às funções em que de facto elas renderiam melhor. Se não estavam a produzir o que deveriam, era porque estavam a ser mal conduzidas, mal geridas! Da mesma forma que defendia que as pessoas deveriam sentir-se parte importante na engrenagem. E se estão a mais hoje, provavelmente já estavam a mais no dia em que foram contratadas, o que nos remete de novo para um problema de gestão...
Para mim também é claro como água que não devemos descansar enquanto não estamos a fazer aquilo de que mais gostamos e o que fazemos melhor. Devemos fazer por descobrir em quê que podemos fazer a diferença... E há sempre alguma coisinha! Se não o procuramos, abrimos mão de uma boa parte daquilo que nos pode fazer feliz e tendo em conta que muito do nosso tempo é gasto a trabalhar e tendo em conta que é o trabalho que gera valor, isto é um assunto relevante!
Penso que a sensibilidade feminina (chamemos-lhe assim) processa isto melhor, daí a minha expectativa quanto ao binómio poder/mulheres. Daí a minha curiosidade em conhecer alguém que gere com espírito positivo e soube reverter uma situação desfavorável...
Também poderia ter sido um homem? Claro que podia. A História está cheia de bons exemplos no masculino... Mas cheira-me que o efeito multiplicador desses bons exemplos vai sentir-se assim que mais mulheres assumirem o leme.
Se estou a fazer a minha parte? Acho que sim, no que toca a tentar mudar mentalidades. Acho que sim, no que concerne ao facto de tentar fazer o que gosto e o que julgo fazer melhor. Acho que sim, porque dificilmente me resigno perante o que considero injusto sobretudo no meu universo laboral (O que tenho a menos em termos de frontalidade nas relações pessoais, compenso nas profissionais). Acho que não, no que toca a lutar por cargos em que possa ter maior poder de decisão. Para ser rigorosa comigo, faço menos do que deveria e do que poderia! O que talvez explique por que as marias ramos são ainda casos pontuais... Shame on us!
Nunca pensei no feminismo muito a sério e considero-o tão obsuleto quanto o machismo, ainda que tenha a certeza de que ambos estão bem vivos!
Logo, não é por feminismo, mas apenas por curiosidade e esperança que defendo que deveriam ser sobretudo as mulheres a ocupar cargos de topo, seja na política, seja nas instituições, seja nas empresas... Como diz o anúncio: "try a different angle!"
São séculos de experiência de gestão de recursos e de conflitos que a sociedade anda a desperdiçar... e quando, excepcionalmente, acontece uma mulher chegar ao patamar em que pode fazer diferença a uma escala planetária, quase sempre faz mesmo a diferença... Não fiz nenhum estudo estatístico sobre o assunto, pelo que este texto peca por falta de exemplos, mas é o que me parece!
Não foi notícia de primeira página, nem abriu telejornais, mas eu tenho muita vontade de conhecer melhor esta Maria Ramos, a tal luso-descendente considerada pela Fortune uma das mulheres mais influentes do mundo...
E não é propriamente devido ao lugar no ranking que a senhora ocupa, é mesmo pelo que a fez ser destacada a esse nível: o detalhe de pela sua acção milhares de postos de trabalho terem sido mantidos... Isto é A OBRA... Isto é contribuir escancaradamente para um mundo melhor. Isto é uma injecção de motivação daquelas!
Por coincidência estive a trabalhar sobre o centenário de Peter Drucker. De entre as várias constatações e conselhos interessantes que o senhor deixou, há uma passagem que considero particularmente feliz e que faz eco daquilo em que acredito sem cedências, sem contemplações... O senhor era contra os despedimentos como forma de resolver os problemas numa empresa (claro que há excepções: as falhas de carácter e o não cumprimento de regras, mas isso é outra história). Argumentava que o que se deveria era alocar as pessoas às funções em que de facto elas renderiam melhor. Se não estavam a produzir o que deveriam, era porque estavam a ser mal conduzidas, mal geridas! Da mesma forma que defendia que as pessoas deveriam sentir-se parte importante na engrenagem. E se estão a mais hoje, provavelmente já estavam a mais no dia em que foram contratadas, o que nos remete de novo para um problema de gestão...
Para mim também é claro como água que não devemos descansar enquanto não estamos a fazer aquilo de que mais gostamos e o que fazemos melhor. Devemos fazer por descobrir em quê que podemos fazer a diferença... E há sempre alguma coisinha! Se não o procuramos, abrimos mão de uma boa parte daquilo que nos pode fazer feliz e tendo em conta que muito do nosso tempo é gasto a trabalhar e tendo em conta que é o trabalho que gera valor, isto é um assunto relevante!
Penso que a sensibilidade feminina (chamemos-lhe assim) processa isto melhor, daí a minha expectativa quanto ao binómio poder/mulheres. Daí a minha curiosidade em conhecer alguém que gere com espírito positivo e soube reverter uma situação desfavorável...
Também poderia ter sido um homem? Claro que podia. A História está cheia de bons exemplos no masculino... Mas cheira-me que o efeito multiplicador desses bons exemplos vai sentir-se assim que mais mulheres assumirem o leme.
Se estou a fazer a minha parte? Acho que sim, no que toca a tentar mudar mentalidades. Acho que sim, no que concerne ao facto de tentar fazer o que gosto e o que julgo fazer melhor. Acho que sim, porque dificilmente me resigno perante o que considero injusto sobretudo no meu universo laboral (O que tenho a menos em termos de frontalidade nas relações pessoais, compenso nas profissionais). Acho que não, no que toca a lutar por cargos em que possa ter maior poder de decisão. Para ser rigorosa comigo, faço menos do que deveria e do que poderia! O que talvez explique por que as marias ramos são ainda casos pontuais... Shame on us!
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