lunes, 27 de julio de 2009
O cúmulo do egocentrismo é...
... fazer uma viagem de três horas a escutar a Antena 1 e achar que a maioria das músicas que passaram parecem ter sido escritas para mim!
viernes, 24 de julio de 2009
miércoles, 22 de julio de 2009
Ahoy!!
Hoje conheci um verdadeiro marinheiro português.
Com ele tive uma daquelas conversas, que torna insuficiente a palavra entrevista! Daquelas que me impedem de desistir de ser jornalista.
Vivia há uns anos na África do Sul, quando decidiu construir o seu primeiro veleiro antes de o saber manejar… Com ele atravessou o Atlântico e conheceu quase o mundo inteiro.
Vendeu-o. Construiu um segundo, onde também velejou por meio mundo.
Vendeu-o. Construiu o terceiro, com que pescou atum à cana no mar da Namíbia.
Vendeu-o. Construiu o quarto para voltar a viver no mar alto.
Conheceu o “Adamastor” e dele teve medo: “Ondas de 15 metros!” Perguntei-lhe a certa altura: entre tantas voltas, tantas aventuras, que momento guardava naquele cantinho especial da memória? Pensei logo a seguir que era uma daquelas perguntas patetas, pois devem ter sido tantos esses momentos… Surpreendeu-me (ou não, se bem pensar): “Foi quando cheguei a Lisboa, quando avistei a costa portuguesa!”
Este marinheiro decidiu agora atracar…
Sinto inveja dos marinheiros, dos verdadeiros, da liberdade e da força de vontade!
Em mim, marinheira diplomada, mas de água doce, há resquícios cobardes dessa vontade de largar amarras, fundear de vez em quando, atracar de vez em quando, mas nunca para sempre, para não me afundar de vez…
Com ele tive uma daquelas conversas, que torna insuficiente a palavra entrevista! Daquelas que me impedem de desistir de ser jornalista.
Vivia há uns anos na África do Sul, quando decidiu construir o seu primeiro veleiro antes de o saber manejar… Com ele atravessou o Atlântico e conheceu quase o mundo inteiro.
Vendeu-o. Construiu um segundo, onde também velejou por meio mundo.
Vendeu-o. Construiu o terceiro, com que pescou atum à cana no mar da Namíbia.
Vendeu-o. Construiu o quarto para voltar a viver no mar alto.
Conheceu o “Adamastor” e dele teve medo: “Ondas de 15 metros!” Perguntei-lhe a certa altura: entre tantas voltas, tantas aventuras, que momento guardava naquele cantinho especial da memória? Pensei logo a seguir que era uma daquelas perguntas patetas, pois devem ter sido tantos esses momentos… Surpreendeu-me (ou não, se bem pensar): “Foi quando cheguei a Lisboa, quando avistei a costa portuguesa!”
Este marinheiro decidiu agora atracar…
Em mim, marinheira diplomada, mas de água doce, há resquícios cobardes dessa vontade de largar amarras, fundear de vez em quando, atracar de vez em quando, mas nunca para sempre, para não me afundar de vez…
lunes, 20 de julio de 2009
Dolce, ma non troppo!
Começa assim o "La Dolce Vita" de Frederico Fellini, um filme tão cheio de detalhes, de entrelinhas, que merece (carece de) ser visto mais do que uma vez...
A história começa com uma falha de comunicação e é com ela que acaba, já que a menina angélica da sequência final também grita qualquer coisa que o nosso protagonista não capta, mas ficamos com a impressão que é essa mensagem que ele vai agarrar, como trilho de vida...
Porque o filme, que se passa em Roma, a capital do catolicismo, também é sobre a busca de um sentido para a vida e sobre a dúvida do que ela possa ser: viver intensamente como se não houvesse amanhã será talvez evitar ou protelar esse amanhã porque não queremos ou não sabemos tomar decisões e com elas preterir a multiplicidade de opções que só quem se sujeita à espontaneidade conhece!
Vemos Jesus (em estátua) suspenso do helicóptero a sobrevoar Roma, a mesma Roma que engole o "milagre" encenado da aparição de Nossa Senhora a duas crianças! Porque na vida, buscamos os milagres e acreditar neles, para nos facilitar a opção, para não andarmos à deriva...
Talvez a deriva seja mais verdadeira do que as certezas que achamos que temos, sugere uma das personagens, aparentemente alinhada, quando decide matar os filhos e se suicidar!
Foi uma excelente ideia assistir na Alameda à sessão de cinema ao ar livre e rever o "La Dolce Vita"
jueves, 16 de julio de 2009
Dance with me!
Não vi o "Bande à Part" de Jean Luc Godard, mas este vídeo, com música dos Nouvelle Vague, deixa-me com água na boca para descobrir o filme...
E a fantástica saia às pregas presa com um alfinete?!! Era um "must" na minha infância!
Estive a pensar no assunto e conclui que "Dança comigo!" é a melhor frase de engate de sempre. Porquê? Porque denuncia o interesse por e a vontade de e ainda poupa o embaraço, e às vezes mau jeito, das primeiras palavras... E tanto o corpo pode dizer...
No fundo é uma fórmula intemporal... já nos serões medievais era assim que os cavalheiros abordavam as damas, na versão mais vassala de "Conceda-me o prazer desta dança?"
E depois, dançar é claramente o meu exercício físico preferido...
E a fantástica saia às pregas presa com um alfinete?!! Era um "must" na minha infância!
Estive a pensar no assunto e conclui que "Dança comigo!" é a melhor frase de engate de sempre. Porquê? Porque denuncia o interesse por e a vontade de e ainda poupa o embaraço, e às vezes mau jeito, das primeiras palavras... E tanto o corpo pode dizer...
No fundo é uma fórmula intemporal... já nos serões medievais era assim que os cavalheiros abordavam as damas, na versão mais vassala de "Conceda-me o prazer desta dança?"
E depois, dançar é claramente o meu exercício físico preferido...
miércoles, 8 de julio de 2009
And the Nobel should go to...
Mark Pfeifle, antigo consultor de segurança nacional da administração de George W. Bush, disse que o Twitter deveria ganhar o prémio Nobel da Paz por ajudar a divulgar a contestação no Irão aos resultados das eleições presidenciais.
Ora aí está!
Eu tentei testar a utilidade do Twiter e, na altura, com maus resultados: pedi ajuda a propósito de um artigo que estava a escrever. Queria informações, possíveis fontes, opiniões. Niente! A minha rede de Twitter é reduzida, o que explica o insucesso!
Mas à medida que vou lendo sobre esta ferramenta convenço-me de que é um rápido e prático veículo de informação útil e inútil!
Ora aí está!
Eu tentei testar a utilidade do Twiter e, na altura, com maus resultados: pedi ajuda a propósito de um artigo que estava a escrever. Queria informações, possíveis fontes, opiniões. Niente! A minha rede de Twitter é reduzida, o que explica o insucesso!
Mas à medida que vou lendo sobre esta ferramenta convenço-me de que é um rápido e prático veículo de informação útil e inútil!
Wako?
Pergunta: Em que pensa enquanto dança?
Resposta de Michael Jackson: "Não penso. Pensar estraga tudo. Dançar consiste apenas em sentir."
... e digo eu: se pensarmos enquanto dançamos, impomos uma censura aos nossos movimentos! Ou pior: imaginamos a censura dos outros aos nossos movimentos! E isso estraga tudo!
Claro que domesticar o pensamento já é difícil... anulá-lo totalmente é... impossível!
Resposta de Michael Jackson: "Não penso. Pensar estraga tudo. Dançar consiste apenas em sentir."
... e digo eu: se pensarmos enquanto dançamos, impomos uma censura aos nossos movimentos! Ou pior: imaginamos a censura dos outros aos nossos movimentos! E isso estraga tudo!
Claro que domesticar o pensamento já é difícil... anulá-lo totalmente é... impossível!
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