Não vi o "Bande à Part" de Jean Luc Godard, mas este vídeo, com música dos Nouvelle Vague, deixa-me com água na boca para descobrir o filme...
E a fantástica saia às pregas presa com um alfinete?!! Era um "must" na minha infância!
Estive a pensar no assunto e conclui que "Dança comigo!" é a melhor frase de engate de sempre. Porquê? Porque denuncia o interesse por e a vontade de e ainda poupa o embaraço, e às vezes mau jeito, das primeiras palavras... E tanto o corpo pode dizer...
No fundo é uma fórmula intemporal... já nos serões medievais era assim que os cavalheiros abordavam as damas, na versão mais vassala de "Conceda-me o prazer desta dança?"
E depois, dançar é claramente o meu exercício físico preferido...
jueves, 16 de julio de 2009
miércoles, 8 de julio de 2009
And the Nobel should go to...
Mark Pfeifle, antigo consultor de segurança nacional da administração de George W. Bush, disse que o Twitter deveria ganhar o prémio Nobel da Paz por ajudar a divulgar a contestação no Irão aos resultados das eleições presidenciais.
Ora aí está!
Eu tentei testar a utilidade do Twiter e, na altura, com maus resultados: pedi ajuda a propósito de um artigo que estava a escrever. Queria informações, possíveis fontes, opiniões. Niente! A minha rede de Twitter é reduzida, o que explica o insucesso!
Mas à medida que vou lendo sobre esta ferramenta convenço-me de que é um rápido e prático veículo de informação útil e inútil!
Ora aí está!
Eu tentei testar a utilidade do Twiter e, na altura, com maus resultados: pedi ajuda a propósito de um artigo que estava a escrever. Queria informações, possíveis fontes, opiniões. Niente! A minha rede de Twitter é reduzida, o que explica o insucesso!
Mas à medida que vou lendo sobre esta ferramenta convenço-me de que é um rápido e prático veículo de informação útil e inútil!
Wako?
Pergunta: Em que pensa enquanto dança?
Resposta de Michael Jackson: "Não penso. Pensar estraga tudo. Dançar consiste apenas em sentir."
... e digo eu: se pensarmos enquanto dançamos, impomos uma censura aos nossos movimentos! Ou pior: imaginamos a censura dos outros aos nossos movimentos! E isso estraga tudo!
Claro que domesticar o pensamento já é difícil... anulá-lo totalmente é... impossível!
Resposta de Michael Jackson: "Não penso. Pensar estraga tudo. Dançar consiste apenas em sentir."
... e digo eu: se pensarmos enquanto dançamos, impomos uma censura aos nossos movimentos! Ou pior: imaginamos a censura dos outros aos nossos movimentos! E isso estraga tudo!
Claro que domesticar o pensamento já é difícil... anulá-lo totalmente é... impossível!
martes, 7 de julio de 2009
Dias que queremos chamar de vésperas
Há dias em que não me sinto em mim
Há dias assim
Há dias em que acordo com medo,
que mantenho em segredo
Dias em que o chão é quem se desvia dos pés
Dias ao invés
Há dias em que nada estava previsto,
mas nesses dias não gosto disso
Há dias Não
Há dias em vão
Há dias assim
Há dias em que acordo com medo,
que mantenho em segredo
Dias em que o chão é quem se desvia dos pés
Dias ao invés
Há dias em que nada estava previsto,
mas nesses dias não gosto disso
Há dias Não
Há dias em vão
O progresso que não encomendámos...
jueves, 2 de julio de 2009
Feras!

Vale a pena esta peça para nos vermos ao espelho! ... e para rir muito! ... e depois reflectir sobre até onde nos levam as banalidades...
miércoles, 1 de julio de 2009
Joana Vasconcelos e a fórmula de Frida Kahlo
Vi-o no Eleven, feito candeeiro, imponente! Um coração de Viana, sobredimensionado, e onde centenas de talheres de plástico teciam o rendilhado encantador da filigrana. Portugal assim representado e representando a grandeza de uma arte em que somos mestres: a ourivesaria em filigrana. Chama-se "Coração independente" também numa alusão ao Fado e é feito com talheres, relacionando a peça com os restaurantes onde o Fado é cantado, de acordo com a explicação da autora, Joana Vasconcelos.Este cruzamento de ideias agradou a alguém ao ponto de pagar 192 mil euros pela peça, num leilão da Christie's, realizado ontem.
Joana Vasconcelos elegeu a escala, como quem grita... Talvez seja mesmo preciso gritar para sobressair na multiplicidade de propostas artísticas...A autora de "Cinderela", um sapato de tacão gigante feito só com tachos e testos, grita pela cultura e pelas tradições portuguesas e grita sobre o papel da mulher na sociedade. Frida Kahlo também fez das tradições mexicanas o fio condutor da sua obra e também elegeu a mulher, ainda que numa perspectiva de introespecção mais do que sociológica.
Frida colocava-se ao espelho enquanto Joana é a observadora externa. Mesmo nas suas obras, é muitas vezes o terceiro elemento. Na colcha de renda gigante, que vestiu uma torre do castelo de Santa Maria da Feira e depois pendeu da varanda da Ponte D Luis, no Porto, foi a coordenadora de muitas mãos de fada, especialistas em crochet.
O nome de Joana é dos mais internacionais das artes plásticas portuguesas... A fórmula de Joana é brilhante: passa a mensagem da estética e das tradições de um povo e convoca a discussão sobre a condição feminina.
Não há fórmulas certas. Se há traço que caracteriza a arte contemporânea é a total ausência de espartilhos (Frida percebeu-o bem), mas a fórmula de Joana parece-me potencialmente mais certa do que a de muitos outros: faz sentido criar sobre o que melhor conhecemos, faz sentido criar sobre o que melhor nos define, faz sentido diferenciar-nos à boleia disso... Ela faz tudo isso, tal como Frida o fez.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)
