A fila de trânsito é bem mais tolerável, quando começo a escutar os Sinais do Fernando Alves, na TSF.
Hoje ouvi-o sobre Pina Bausch, "a mulher que pôs o medo a dançar". Assim a caracterizou, numa crónica excelente. São todas. As palavras que usa parecem insubstituíveis, o tom é inevitavelmente envolvente, o ritmo, os silêncios têm a medida certa.
Imagino que assim seja em quase tudo o que faz. Mesmo quando se propõe a mostrar a rádio a duas estudantes de comunicação social, substituindo um cicerone que se havia atrasado.
Ainda bem que se atrasou: tivemos sorte! Contagiante, a voz matutina da TSF fez-nos a visita guiada, em jeito romanceado, porém era a verdade que nos transmitia, a verdade dos dias da rádio, os dias dele na rádio!
Na altura estava certa de que a imprensa era o meu caminho e ainda não tinha percebido o encanto da escrita para rádio, do ditado para a voz. Não sabia que era precisamente por aí que o meu percurso profissional iria arrancar. (Tenho saudades da rádio...)
“Já corremos de mãos dadas a mais secreta noite do mundo.
Já subimos ao alto da montanha.
Sabemos todos os nomes do medo e da alegria.
Em ti me transcendo.
Podia morrer nos teus olhos se nestes dias de cigarras doidas perderes de vista o meu coração vagabundo.
Dá-me um sinal.
Abraçar-nos-emos de novoantes dos rigorosos frios.
De novo o grande sobressalto.
O formidável estremecimento dos instantes felizes.
Podia morrer nos teus olhos amada rádio”
Fernando Alves
miércoles, 1 de julio de 2009
martes, 30 de junio de 2009
dance me to the end of...

Há duas sequências do "Habla con ella" que dificultam qualquer tentativa de indiferença perante o trabalho de Pina Bauch. No ano passado assisti à dança final do filme no CCB. Esgotados todos os bilhetes, como esgotaram sempre em todos os espectáculos da Pina Bauch em Portugal, consegui o lugar mais rasca, nas galerias, o correspondente ao terceiro anel.
Eu sabia que ia gostar, mas não sabia que era tão fácil gostar de todo o espectáculo. E era fácil para qualquer pessoa, habitual apreciadora de dança contemporânea ou não.
Tudo atraía no espectáculo: a música (fado também), o mise en scène, a história, o humor, os movimentos!
Para educar novos públicos para a dança, o legado de Pina Bauch é um dos caminhos.
Eu sabia que ia gostar, mas não sabia que era tão fácil gostar de todo o espectáculo. E era fácil para qualquer pessoa, habitual apreciadora de dança contemporânea ou não.
Tudo atraía no espectáculo: a música (fado também), o mise en scène, a história, o humor, os movimentos!
Para educar novos públicos para a dança, o legado de Pina Bauch é um dos caminhos.
pessoazinhas
Estava, de carro, a aproximar-me de uma passadeira para peões. Avistei uma senhora com um carrinho de bebé. Percebi (conscientemente) que tinha tempo suficiente para passar antes da senhora se preparar para fazer a travessia, mesmo que ela estivesse artilhada de um carborador potentíssimo.
Passo e ouço a senhora a praguejar: "Isto é uma passadeira!"
Não havia como atropelá-la, nem que ela desatasse a correr para a passadeira!
Este "zelo" despropositado irrita-me porque tem o mesmo sabor da injustiça!
Apetecia-me explicar à senhora que, sabendo ela tão bem quanto eu que a sua segurança e a do bebé não estava a ser ameaçada, deveria ter uma atitude mais cívica, já que parar o carro naquela situação implicaria mais gastos de combustível e mais CO2 na atmosfera!
E o pior é que tenho quase a certeza de que quem visse a cena deporia em tribunal contra mim, porque a distância (da senhora à passadeira) iria encurtar tanto mais quanto mais hipócrita fosse a testemunha! E isto também me irrita muito!
PS: Não foi grande tirada filosófica, mas à falta de uma aia eficiente...
Passo e ouço a senhora a praguejar: "Isto é uma passadeira!"
Não havia como atropelá-la, nem que ela desatasse a correr para a passadeira!
Este "zelo" despropositado irrita-me porque tem o mesmo sabor da injustiça!
Apetecia-me explicar à senhora que, sabendo ela tão bem quanto eu que a sua segurança e a do bebé não estava a ser ameaçada, deveria ter uma atitude mais cívica, já que parar o carro naquela situação implicaria mais gastos de combustível e mais CO2 na atmosfera!
E o pior é que tenho quase a certeza de que quem visse a cena deporia em tribunal contra mim, porque a distância (da senhora à passadeira) iria encurtar tanto mais quanto mais hipócrita fosse a testemunha! E isto também me irrita muito!
PS: Não foi grande tirada filosófica, mas à falta de uma aia eficiente...
A volta ao mundo em.. menos de três horas!
Um pequeno recuerdo de Espanha, outro do Senegal, mais um de Marrocos e outro do Egipto, do Brasil, do Perú...
Fui à FIA! Levo muito a sério o "Va para fora cá dentro"...
Não dei a volta ao mundo, mas cheirei os couros do Norte de África, vi matrioskas russas, experimentei chinelinhos indianos, pulseiras, colares e brincos do Egipto,... e ainda tive tempo para cuscar o pavilhão reservado ao artesanato português, onde deixei mais uns euritos!
Faço esta viagem todos os anos, por esta altura!... Ir à FIA, experimentar um restaurante de comida estrangeira ou conhecer gente de outros países é quase tão bom como viajar de verdade e potencialmente mais acessível... Fico é com muito mais apetite de viajar de verdade!
Fui à FIA! Levo muito a sério o "Va para fora cá dentro"...
Não dei a volta ao mundo, mas cheirei os couros do Norte de África, vi matrioskas russas, experimentei chinelinhos indianos, pulseiras, colares e brincos do Egipto,... e ainda tive tempo para cuscar o pavilhão reservado ao artesanato português, onde deixei mais uns euritos!
Faço esta viagem todos os anos, por esta altura!... Ir à FIA, experimentar um restaurante de comida estrangeira ou conhecer gente de outros países é quase tão bom como viajar de verdade e potencialmente mais acessível... Fico é com muito mais apetite de viajar de verdade!
lunes, 29 de junio de 2009
Jefferson e o abade; Obama e o cão

O tema do Câmara Clara de ontem girava em torno dos EUA e de Obama... Interessante como todos os que tenho visto!
... A certa altura uma peça sobre o primeiro embaixador português nos EUA, o abade Correia da Serra, e a curiosidade dele ter sido considerado pelo terceiro presidente norte-americano, Thomas Jefferson, "o homem mais sábio que conhecia", que é como quem diz: nunca as relações diplomáticas entre Portugal e os EUA foram tão fortes como então, ao que não é estranho o facto de Portugal, na altura, ainda achar que "controlava" o Brasil!
Isto era no século XVIII, porque agora importa mesmo é termos um cão de raça portuguesa na Casa Branca! (Como humoristicamente comentava Paula Moura Pinheiro, a moderadora do programa, jornalista que me habituei a admirar desde o tempo em que escrevia sobre tribos urbanas no Expresso!... no início da década de 90)
... A certa altura uma peça sobre o primeiro embaixador português nos EUA, o abade Correia da Serra, e a curiosidade dele ter sido considerado pelo terceiro presidente norte-americano, Thomas Jefferson, "o homem mais sábio que conhecia", que é como quem diz: nunca as relações diplomáticas entre Portugal e os EUA foram tão fortes como então, ao que não é estranho o facto de Portugal, na altura, ainda achar que "controlava" o Brasil!
Isto era no século XVIII, porque agora importa mesmo é termos um cão de raça portuguesa na Casa Branca! (Como humoristicamente comentava Paula Moura Pinheiro, a moderadora do programa, jornalista que me habituei a admirar desde o tempo em que escrevia sobre tribos urbanas no Expresso!... no início da década de 90)
sábado, 27 de junio de 2009
Aquele abraço!
Peter Gabriel ganhou prémios por vários videoclips das suas músicas, sobretudo aqueles mais inspirados em Achimboldo, mas há um de que eu gosto especialmente e que provavelmente não foi premiado, tal é a sua simplicidade... : Este que junta o cantor com Kate Bush!
Omnipresente
Desenhei com o dedo o teu nome na areia.
Deixei-me fechar os olhos,
sentir a luz quente do sol,
o vento brando a varrer-me a pele
e o mar mansinho a moldar a planície.
Estavas por perto...
Deixei-me fechar os olhos,
sentir a luz quente do sol,
o vento brando a varrer-me a pele
e o mar mansinho a moldar a planície.
Estavas por perto...
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