viernes, 5 de diciembre de 2008

Leixões, a força de acreditar, ou "Leixões: yes they can"


Sou adepta do Futebol Clube do Porto, mas nasci na terra do actual líder da Primeira Liga, o Leixões. Digamos que o Leixões é o meu segundo clube, posto que partilha com o Sporting da Covilhã (se continuar a mudar de cidade, vou acumular outros segundos clubes).

Apesar de simpatizar com o Leixões por ter Matosinhos no B.I. tenho agora mais razões para admirar este clube... Independentemente do que acontecer daqui para a frente o Leixões já ganhou!

Um clube pequeno, mas de alma grande, prova que os milhões que alguns clubes movimentam valem menos do que "a força de acreditar" (obrigada Banif por me emprestares a expressão!)

Se no final do ano for o Leixões a erguer a Taça de Campeões, lá estarei entre as peixeiras (profissão que me enternece talvez por ser neta de uma) e pescadores a gritar: yes we can!

martes, 2 de diciembre de 2008

Um sapateiro no Chiado


Eu sei que não é politicamente correcto pensar isto em voz alta, mas, prejuízos à parte, o incêndio foi o melhor que podia ter acontecido ao Chiado... É a zona histórica de Lisboa que mostra melhores sinais de reabilitação.
Neste bairro convivem um comércio tradicional de qualidade e marcas mais internacionais. Espero sinceramente que continue a haver espaço para este sapateiro, para o charme de "Paris em Lisboa" na mesma rua em que encontramos a Hugo Boss ou a Sisley.
Reabilitar deve ser isso: abrir espaço para novos projectos e manter, com mais dignidade, projectos antigos de qualidade.
Ainda faltam as pessoas para habitar o Chiado. Isto porque ainda há muitos prédios por recuperar, muitos estacionamentos e espaços de lazer a criar ...
A Baixa também está a precisar de um "fogozinho", metaforicamente falando...

viernes, 28 de noviembre de 2008

O 54 pode estar de regresso!

Quando pesquisava imagens decentes para ilustrar o post sobre autocarros encontrei esta notícia.

Fico à espera...

Quero o meu 54 de volta!


Porquê? Por que razão Portugal dispensou os autocarros de dois pisos?
Ainda por cima transportam potencialmente mais gente, logo são mais ecológicos, penso eu de que...
E são inquestionavelmente mais charmosos e espaçosos e confortáveis.
Os actuais autocarros partem do princípio de que só lá entram top models... Mas o que acontece na verdade é as pessoas transbordarem da cadeira... e pior: se têm o azar de ficar à janela com um companheiro espaçoso do lado, quase que se vêem obrigados a sentar no colo do dito se precisarem sair antes dele...

Os ingleses não são estúpidos! Se eles conseguem rentabilizar os autocarros de dois pisos, nós também conseguimos!
Expliquem-me por que razão se inventaram os autocarros concertina (dois autocarros inesteticamente ligados por um fole)? Serão estes mais fáceis de conduzir? Mais económicos?
Quero 0 meu 54 de volta!

miércoles, 19 de noviembre de 2008

Advogados! Advogados! De que é que estais à espera?!

A advocacia nunca me atraiu particularmente... mas se eu tivesse seguido o conselho do meu pai e hoje fosse advogada, acho que me dedicaria a processar o Estado e as autarquias deste país. Acho aliás, que não haveria desempregados nesta área, se eles decidissem explorar este filão! É que motivos, que é como quem diz CAUSAS não faltam a precisar que alguém lhes acuda! Só atropelos urbanísticos daria que fazer a umas centenas de causídicos! Os atropelos ambientais, empregariam outros tantos! Já para não falar nos casos de corrupção e favorecimento!
Fica lançado o desafio: senhores advogados desempregados unam-se, constituam uma empresa! Precisam de gente para pesquisar quem pisa o risco (candidato-me desde já) e depois mãos à obra... O que se ganharia em indemnizações e em marketing para esta firma inovadora de advogados?!!!!!!!!!!!
Comecem pelo caso do alargamento do Porto de Lisboa! Milguel Sousa Tavares está na altura de voltares à barra do tribunal!

jueves, 6 de noviembre de 2008

Give me hope, Obama, give me hope!

A coincidência de Barack Obama ter sido eleito Presidente dos EUA e de Roxane Silberman vir a Portugal apresentar o seu estudo sobre as tendências migratórias no mesmo dia fez-me pensar que talvez a Europa ainda não estivesse preparada para eleger um Obama, apesar de maioritariamente apoiar a eleição de um Obama nos EUA...
A forma como se lida com os imigrantes na Europa, sejam eles apenas migrantes de outros países europeus ou oriundos de outros continentes ainda é lamentável. Não há propriamente uma política racional nesta matéria. E política nesta matéria deve ser profiláctica: tratar de integrar os imigrantes hoje para não ter problemas amanhã. Porquê? Porque fechar as fronteiras não é a solução. Porque haverá sempre imigrantes legais ou não. Porque precisamos dos emigrantes. Porque enriquecemos com a mistura, melhoramos no convívio com a diferença. Porque um país deixou de ser de quem lá nasceu para ser de quem o adoptou como morada. Porque todos queremos poder, em condições de igualdade, escolher uma morada e aí trabalhar... Porque se optarmos pela segregação social, se depositarmos os emigrantes em subúrbios, estamos a semear problemas sociais e económicos.
Tudo isto acontece na Europa e nos EUA, mas a eleição de Obama ainda me parece improvável por cá. Elegeria a França um descendente magrebino? Elegeria Portugal um descendente angolano?
Com a eleição de Obama atrevo-me de facto a ter esperança... Mas se calhar é a Bush que devemos esse atrevimento. Talvez os europeus precisem de um Bush para logo desejar um Obama.