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miércoles, 13 de mayo de 2009

porque...

Por sorte tenho uma oficina de mecânica na minha rua. Foi o sapateiro (também da minha rua) que mo recordou quando percebeu o meu desespero ao rodar a chave na ignição, sem resposta...
Isto para dizer que o episódio da bateria teve um lado bom (há sempre um?)...
Irrita-me que as pessoas se ponham na conversa, transformando em corredores os passeios. Quem lá passa sente-se intruso ou bisbilhoteiro de circunstância. Pior quando estamos a falar de mecânicos, que interrompem descaradamente a conversa para galar quem passa...
Ora, tudo isto é passado porque os mecânicos da minha rua são agora os meus amigos mecânicos... Pai e filho socorreram-me em três tempos: era ver o senhor a correr, à chuva, até ao incompetente do meu carro, de carrregador em punho. E depois do motor começar a roncar, ainda me alertou para que guiasse com calma e cuidado, porque chovia! E que não me preocupasse com o pagamento porque era da rua e depois logo se via!
Quando lá voltei para pagar: a resposta foi a mesma... "depois logo se vê menina, não tenha pressa, o meu pai nem está cá a agora"...
Moral da história: serviço tradicional no seu melhor... insubstituível! Estou conquistada!

Hoje: novo episódio a atestar o mesmo!
Tinha um vestido encomendado numa loja dois quarteirões abaixo da minha rua há umas três semanas... Sempre que lá passava estava de carro e não havia onde estacionar... Hoje encontrei um buraquinho e fui levantar a encomenda! Depois de explicar à empregada o motivo da minha demora... Resposta: quando for assim apite e nós vamos ter consigo à rua! Levamos a maquineta de Multibanco e tudo! Volta e meia fazemos isso!

As Pessoas valem a pena!

lunes, 11 de mayo de 2009

Porquê?

Que raio de mensagem celeste ou do destino poder-me-á ser passada quando no dia em que tenho que dar o primeiro teste da minha vida a uma turma fico sem bateria no carro?

Mesmo tendo saído com muuuuuuuuuuito tempo de antecedência de casa cheguei uns minutinhos atrasada!!

Alguém entende estes desígnios do demo????

Terá sido maldição de um benfiquista mal resolvido???

Claro que em mente tinha todos os palavrões do dicionário e os outros também quando cheguei à escola!

miércoles, 6 de mayo de 2009

Superlativo relativo

O mais fácil para mim é sempre experimentar
O mais difícil é escolher
O mais fácil é questionar
O mais difícil é responder
O mais fácil é procurar
O mais difícil é concluir e julgar
O mais fácil é o desconhecido
O mais difícil é manter-me por lá depois

viernes, 24 de abril de 2009

Esquecerem-se da outra metade

Na véspera em que se assinala o dia que permitiu que os seguintes fossem dias de liberdade, apetece-me escrever sobre a que me autoriza a estar agora a teclar assim, sem freio... sem o freio externo, porque do nosso nunca nos livramos!
Isto porque ontem disse a mais um colega o que já disse a outros quando acreditava neles ou na vontade deles... Disse-lhe que se queria ser jornalista, não desistisse do jornalismo e senti o que já tinha sentido outras vezes: que o apunhalava pelas costas... porque só uma parte de mim acredita no que estava a dizer... a outra metade teme que insistir não seja suficiente... porque conheço mais finais infelizes do que permanências felizes no jornalismo...

Temos Liberdade e até temos a liberdade de não saber arcar com as consequências da Liberdade e essa já é talvez liberdade a mais. Ou talvez nos falte interiorizar que a Liberdade pesa mais sobre as nossas costas do que a sua ausência. Esqueceram-se de conquistar metade da Liberdade, esqueceram-se da responsabilidade que a dignifica.

E no jornalismo essa metade está escancaradamente ausente. Temos agora mais órgãos de comunicação, temos blogues, temos por onde escolher... Mas temos também muito do mesmo. Temos redacções mal geridas e jornalistas sem pingo de criatividade e/ou de ética. Incompetência paga a peso de ouro (incompetência remunerada é sempre demasiado bem paga)! Temos gente dessa em trânsito de redacção em redacção a minar a vontade de quem quer fazer melhor, de quem sabe fazer diferente, de quem um dia deixa de insistir, a quem desarmam... E é quase sempre nesses incompetentes do costume que apostam os investidores (incompetentes) do costume...
Há uns anos fui a uma entrevista no Jornal de Negócios... Não tinham lido um texto meu, nem me pediram para ler. Perguntaram-me pela minha agenda de contactos na área de energia e sobre o meu currículo. Era-lhes indiferente, aparentemente, o meu eventual talento, as minhas motivações para estar na profissão, as propostas de temas a explorar. De mim não queriam nada de novo, queriam pouco de mim, queriam que fizesse provavelmente umas quantas chamadas por dia e escrevesse a partir delas... porque dessas caixas preguiçosas vivem ainda muitas páginas de jornais, resolvem o dia de escrivas de quem não sai uma ideia de notícia, nem uma abordagem diferente, nem um raciocínio capaz de ir buscar a notícia ao miolo de uma conversa de café, à passagem de um livro, ao detalhe camuflado pelo protagonismo da actualidade... Os que babam pelo press release e pelos segredos (estrategicamente libertados) em conversas de bastidores estão pouco empenhados em empregar ou gerir alguém que ouse propor, raciocinar sobre outras possibilidades, sem estar refém da actualidade e da sacro-santa agendinha de contactos...
Essa é a tal responsabilidade do jornalismo, a de não ir só pelo caminho mais óbvio. A de contar outras verdades, outras histórias, de gerar outros interesses, de alargar as vistas do receptor, de o fazer questionar, despertar-lhe outras curiosidades. Essa responsabilidade de que a liberdade também é feita está em esquecimento ou em progressiva letargia.

"i" num instante tudo muda? http://www.inuminstantetudomuda.com/#/home
Espero que mude mesmo, espero que melhore! Aguardo por esse novo projecto jornalístico "i" com essa expectativa!
Numa interessante e para mim reveladora entrevista que Emídio Rangel deu esta semana à Antena 1, recordou outro instante em que muita coisa mudou, o instante em que nasceu a TSF. Para mim ainda o melhor órgão de informação em exercício em Portugal. Também o aparecimento da SIC mudou muita coisa na informação, como também recordou Rangel, acabando com a hegemonia do ângulo estatal que a RTP daquele tempo privilegiava... mas disso eu não me lembro... tinha pouca maturidade jornalística na época e ainda menos consciência política. Mas gostei de saber que antes da TSF se tinha que agendar com os deputados da Assembleia da República o dia em que eles responderiam à pergunta e que com a TSF a actualidade ganhou uma definição mais fiel a si própria e os deputados uma nova "destreza mental", capaz de reagir ao directo, em directo!
A inteligente estratégia de promoção do "i" é também inquietante! "i" num estante muda tudo!

PS: Há uns dias escrevia que ainda não sabia o que fazer com isto, com este blogue hermafrodita, entalado entre um quase jornal e um quase confessionário de tom moralista ou redentor. Continuo a não saber e a sentir-me desconfortável com isso... porque dizer a verdade é uma coisa. No instante seguinte, já passou! Mas escrever a verdade é bem diferente. A escrita grava como num fóssil o pensamento, mesmo quando até o autor já não pensa mais o mesmo.

jueves, 16 de abril de 2009

Se não me ligas já, vou aí e dou-te um beijo!

As telenovelas brasileiras trataram de democratizar a expressão "amo-te" ainda que na versão mais melosa "tchi amo", mas o serviço de SMS dos telemóveis, os chats e outros conversadores em tempo real (tipo Messenger), as redes sociais Hi5, Facebook e afins massificaram a coisa... Os adolescentes vão coleccionando umas dezenas de "amo-te" nos mais diversos suportes, mais ou menos escancarados!
A minha colecçãozinha é bem mais modesta e discreta, mas guardo cada "amo-te" numa gaveta privilegiada da memória, mesmo os que não retribuí, os que disse em silêncio, os que sairam fora de tom e de tempo, ... Uns são só meus e alguns são apenas nossos. E destes "amo-te" haverá sempre, mas há agora também muitos dos outros, dos mais despojados! E eu não tenho nada contra, ou melhor... quase nada. É que o reverso desta generosidade e espontaneidade verbal chama-se angústia... Aguarda-se agora muito mais por esses "amo-te". O SMS, o telemóvel, o Hi5 e outros que tal multiplicaram exponencialmente a ansiedade ou as oportunidades para a acordar. O SMS que não chega, o telemóvel que não toca... Julgo que ser adolescente (e não só) ficou ainda mais difícil...
As recentes tecnologias são agentes disseminadores do "amo-te", mas também da angústia...
Dei comigo comigo a pensar (como se não estivesse em semana de fecho de edição*) que o antídoto para isto pode muito bem ser inspirado numa ameaça que um ex-professor de história meu costumava usar: "Se não te calas já, vou aí e dou-te um beijo". E ninguém nunca pagou para ver!... Afinal quantas vezes não seria o caso de gritar "Se não me ligas/mandas uma mensagem já, vou aí e dou-te um beijo!" Se corresse mal, correria sempre bem... a curto prazo!

* esta minha tendência para o devaneio quando tenho textos daqueles remunerados para escrever é o equivalente à vontade de fazer limpezas que costumava assaltar-me em vésperas de teste!

PS: A invasora da intimidade das pedras fui eu, em Paris... Quem disse que as pedras não falam?

martes, 14 de abril de 2009

Para exorcizar o sonho

Esta coisa da terra mexer mexe um bocadinho comigo também.
Na semana passada mexeu em Itália, onde já tinha mexido há uns anos, mesmo no Verão em que eu fiz o Interrail e andei a brincar ao esconde-esconde com os tremores de terra (que aconteciam no Sul quando eu estava no Norte de Itália e vice-versa). Em 1755 também mexeu em Lisboa e paira sempre a ameaça de que pode mexer outra vez, a qualquer momento. E se mexer?
Tenho um desejo perverso (daqueles de que não deveria nem falar, mas falo porque acho que assim o exorcizo) de que mexa mesmo. Que mexa mesmo e que me resolva o problema que muito bem me diagnosticou um médico há uns anos numa consulta "estranha" de medicina no trabalho. Conversámos durante muito tempo, como se ele quisesse radiografar parte da minha alma, e a certa altura, inesperadamente, dispara uma pergunta que soava a sentença: "Lida muito mal com a perda, não lida?" Foi mais ou menos como se ele tivesse accionado o "botão de fazer chorar" e ao mesmo tempo escondesse o "botão de fazer um buraquinho no chão para eu desaparecer num instante" porque eu juro que não o encontrei...
O tremor de terra dos meus sonhos (deveria chamar-lhes pesadelos) resolvia-me este meu problema. De uma assentada desaparecíamos todos juntos: eu e as pessoas que eu não quero perder... Para ser perfeito isto aconteceria daqui a muitas décadas, na altura em que é digno desaparecermos todos...

PS: Curiosamente quando andava à procura de casa para comprar, cheguei a perguntar se a construção era anti-sísmica e como me poderia certificar de tal. Vi as expressões faciais mais espantadas nessa fase das conversações, como se estivesse a perguntar se a casa estava preparada para acolher marcianos. As respostas (ausência delas) foram bastante preocupantes e eu comprei casa na mesma sem qualquer garantia de que a construção (de 1980) é anti-sísmica. Acresce que as seguradoras não incluem a modalidade "sismos" nos seguros de habitação. Essa modalidade requer um seguro específico e chorudo que ainda não fiz....

lunes, 6 de abril de 2009

É isso sem tirar nem pôr

"Continuamos a divertir-nos com o acto de criar. Não conseguiria viver sem aquele momento final, do 'está feito', criado. Conseguiria viver sem tudo o resto (inerente ao facto de pertencer aos U2), mas disto é muito difícil de prescindir."

Estas foram as palavrinhas do baterista dos U2, Larry Mullen, para tentar explicar a sensação de criar...

As profissões mais viciantes são as que envolvem doses generosas de criatividade...

lunes, 30 de marzo de 2009

Benfica

Verde. Verde por todo o lado.
Quase todos os verdes do mundo parecem ter marcado encontro por ali, àquela hora.
Escuta-se a água a cavar carreiros encosta abaixo e os pássaros que não identifico palrando indiferentes a mim.
Acordar assim deixa-me tonta... tanta pureza, tanta Natureza desordena-me o pensamento, como se tivesse bebido um balde de café.
Mesmo sem intenção, mesmo sem obedecer à ordem cerebral, começo a inspirar mais profundamente e dou-me conta disso e fico ainda mais tonta.
Como se perdesse o controlo... Tanta Natureza obriga-me a readaptar as minhas rotinas, mesmo as que não considero rotinas, e a questioná-las... a agir muito mais do que a pensar e eu sempre achei que preferia ao contrário, mas talvez assim seja mais libertador, mais compensador...

Fico desconfortavelmente comovida com o Benfica... persegue-me para todo o lado, pára quando paro e mira-me nos olhos, vence depressa a minha antipatia pelo nome que lhe deram, mendiga a minha companhia e agradece com um vagaroso movimento de pálpebras, se lhe afago o pêlo...
Conhecemo-nos há minutos e já somos cúmplices... Ele desconfia que não costumo estar muito à vontade com os da espécie dele, mas suspeita que eu não saberia resistir à meiguice de quem me segue sem se impor, de quem parece estar pronto a acompanhar-me só porque gosta de estar comigo...
Contaram-me a história deste Benfica: o dono, com quem dividia a casa, adoeceu de velhice e foi-se embora da aldeia. Foi para casa dos filhos em Lisboa e o Benfica não foi convidado... Ficou a guardar a casa na Malhada e vai comendo o que os poucos habitantes que como ele permanecem na aldeia lhe oferecem.
Parece triste o Benfica, ou sou eu que fico triste quando olho para ele. A Natureza já não o deixa tonto como me deixa a mim e parece importar-se pouco por estar rodeado de quase todos os verdes do mundo... Resiste numa aldeia camuflada pelo esquecimento dos que lá nasceram, dos que lá viveram e principalmente dos que, como eu, nunca a perceberam.

viernes, 27 de febrero de 2009

Duas boas ideias

Uma portuguesa lembrou-se de trocar as voltas ao slogan "I love New York" e perguntar muito no estilo Carrie Bradshaw: Does New York love us back?
... e decidiu verificar in loco, durante um mês, que respostas dá a esta pergunta a cidade que quer atrair 50 milhões de turistas por ano até 2015. Mais interessante se torna a coisa, sabendo que Patrícia Soares da Costa (a dona da ideia) decidiu partilhar a experiência através do blogue http://bigapplebigheart.blogspot.com/... Como estudar o marketing de uma cidade pode ser uma excelente estratégia de marketing pessoal para um profissional de marketing!

Outra: Yann Arthus-Bertrand lembrou-se de entrevistar cinco mil pessoas (para perceber os seis mil milhões) em 75 países. As entrevistas estão filmadas e podem ser vistas aqui. Moral da história: quanto mais sabemos sobre os outros, mais sabemos que somos todos iguais nas coisas essenciais!! (sou muiiiiiito dada a estas rimas de pé de chinelo!!)



viernes, 13 de febrero de 2009

E no início era o tremoço

Ela era tímida
Ele era atrevido
Ela era linda de morrer
Ele comia tremoços
Ela estava a fazer-se difícil
Ele decidiu atirar-lhe umas casquitas de tremoços
Eles não me contaram detalhes da primeira dança
Eu nasci uns anos depois, ... há 35.

lunes, 9 de febrero de 2009

O jornalismo como alibi

Ainda não sei exactamente o que quero deste blogue.
Começo a escrever e a pensar que talvez não seja capaz de escrever verdadeiramente, porque só o faria se escrevesse para ninguém e para ninguém faz pouco sentido escrever.
Fora do registo jornalístico é difícil escrever porque a boa escrita tem que ser sobre a verdade. É impossível escrever bem sem dizer a verdade e a escrita verdadeira é sempre demasiado autobiográfica.
Por isso ainda não sei o que quero deste blogue.

jueves, 22 de enero de 2009

Indigestão de sapos

Aprendi ontem o que significa diplomacia...
Acho que é a habilidade de atingir um objectivo que depende também de alguém que o quer inviabilizar...

viernes, 28 de noviembre de 2008

O 54 pode estar de regresso!

Quando pesquisava imagens decentes para ilustrar o post sobre autocarros encontrei esta notícia.

Fico à espera...

Quero o meu 54 de volta!


Porquê? Por que razão Portugal dispensou os autocarros de dois pisos?
Ainda por cima transportam potencialmente mais gente, logo são mais ecológicos, penso eu de que...
E são inquestionavelmente mais charmosos e espaçosos e confortáveis.
Os actuais autocarros partem do princípio de que só lá entram top models... Mas o que acontece na verdade é as pessoas transbordarem da cadeira... e pior: se têm o azar de ficar à janela com um companheiro espaçoso do lado, quase que se vêem obrigados a sentar no colo do dito se precisarem sair antes dele...

Os ingleses não são estúpidos! Se eles conseguem rentabilizar os autocarros de dois pisos, nós também conseguimos!
Expliquem-me por que razão se inventaram os autocarros concertina (dois autocarros inesteticamente ligados por um fole)? Serão estes mais fáceis de conduzir? Mais económicos?
Quero 0 meu 54 de volta!

miércoles, 19 de noviembre de 2008

Advogados! Advogados! De que é que estais à espera?!

A advocacia nunca me atraiu particularmente... mas se eu tivesse seguido o conselho do meu pai e hoje fosse advogada, acho que me dedicaria a processar o Estado e as autarquias deste país. Acho aliás, que não haveria desempregados nesta área, se eles decidissem explorar este filão! É que motivos, que é como quem diz CAUSAS não faltam a precisar que alguém lhes acuda! Só atropelos urbanísticos daria que fazer a umas centenas de causídicos! Os atropelos ambientais, empregariam outros tantos! Já para não falar nos casos de corrupção e favorecimento!
Fica lançado o desafio: senhores advogados desempregados unam-se, constituam uma empresa! Precisam de gente para pesquisar quem pisa o risco (candidato-me desde já) e depois mãos à obra... O que se ganharia em indemnizações e em marketing para esta firma inovadora de advogados?!!!!!!!!!!!
Comecem pelo caso do alargamento do Porto de Lisboa! Milguel Sousa Tavares está na altura de voltares à barra do tribunal!

miércoles, 8 de octubre de 2008

Mais um terço...

Estou prestes a cumprir aquele terço do desígnio/imperativo/seja lá o que for (um dos dois que ainda me faltam): escrever um livro... Presumindo que livro é palavra suficientemente generosa para encaixar várias definições e potenciar distintos suportes!... Vamos esquecer que gosto do cheiro do papel e de manusear e da ansiedade da página seguinte e do êxtase da última e da angústia de iniciar a primeira... vamos pensar que nos livramos do julgamento do editor e ou da generosidade do patrocinador, ou, em desespero de causa, da despesa da edição de autor... e ainda mimamos o planeta com a nossa consideração, poupando-lhe umas dezenas de árvores... Afinal, (e eu não fui das primeiras a perceber!) podemos escrever onde e quando nos apetecer, podemos assumir uma escrita esquizofrénica, hoje ser de esquerda e amanhã de direita, podemos mentir e dizer a verdade, podemos criticar e elogiar e analisar e palpitar, tudo no mesmo dia ou em dias diferentes e tudo sem sanções, e até podemos não ser lidos e não ficar ofendidos, e tudo de graça, sem remuneração, tudo sem compromisso, sem obrigação, escrever só ao sabor da vontade e da imaginação e da realidade... e até me chateia um bocadinho estar a rimar, mas a palavra que encaixa mesmo bem aqui é a tal... a Liberdade!

... e também é muito, mesmo muito provável que o livro comece e termine aqui...